Por Isabela Mendes
A cultura latino-americana ganhou protagonismo no show do intervalo do Super Bowl LX, realizado no último domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. O porto-riquenho Bad Bunny comandou uma apresentação marcada pela valorização de suas raízes, levando ao palco um repertório inteiramente em espanhol e reafirmando a força da identidade latina em um dos maiores eventos esportivos do mundo.
Com cerca de 13 minutos de duração, o espetáculo aconteceu no gramado do estádio, em um palco montado ao fim do primeiro tempo da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks. Ao som de reggaeton e batidas caribenhas, o artista levantou o público com sucessos que celebram a cultura latina, mantendo a proposta autoral e estética que marcam sua trajetória.

O cenário fez referência ao álbum “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum em 2025. Bad Bunny iniciou a apresentação em meio a uma plantação cenográfica, interpretando “Tití Me Preguntó”, seguida de performances que incluíram referências visuais à vida cotidiana latina, como uma celebração de casamento e coreografias simbólicas. Em um dos momentos centrais do show, Lady Gaga fez uma participação especial ao cantar “Die With a Smile” em versão com ritmo de salsa, a única música em inglês da apresentação.

Na reta final, o cantor recebeu Ricky Martin, que se juntou a ele em uma performance especial, reforçando o elo entre gerações da música latina. O momento mais simbólico do espetáculo veio quando Bad Bunny entregou seu troféu do Grammy a uma criança, gesto que representou a conexão entre passado e futuro. O encerramento trouxe figurantes com bandeiras de países das Américas, enquanto o artista citava diversas nações, incluindo o Brasil, antes de finalizar com “DtMF”. Esta foi a segunda participação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl e a primeira como atração principal.
Assista aqui a apresentação:













