A exposição em parceria com Almeida & Dale Galeria de Arte, acontece de 23 de setembro a 29 de outubro, em uma seleção pensada pelo curador Guilherme Wisnik
Para apresentar em primeira-mão, uma das exposições mais aguardadas do ano, a Casa Albuquerque Galeria recebeu na quinta-feira, 22, convidados para avant-première de “Botânico Pictórico”, de Burle Marx, que reúne pinturas e projetos do artista feitos para Brasília em uma seleção pensada pelo curador Guilherme Wisnik. A exposição em parceria com a Almeida & Dale Galeria de Arte, de 23 de setembro a 29 de outubro, na galeria, localizada na QI 05 do Lago Sul.
Roberto Burle Marx (1909-1994) foi um artista plástico brasileiro, reconhecido internacionalmente por sua trajetória entre a pintura e o paisagismo. “Toda sua carreira gira em torno dessa dualidade, que não representa uma oposição. Muito ao contrário, paisagismo e pintura são linguagens que se fecundam mutuamente em seu imaginário, criando uma poética extremamente singular, e que não tem par no mundo”, diz o curador Guilherme Wisnik, que selecionou aproximadamente 40 obras para a mostra “Botânico Pictórico” na Casa Albuquerque, em mais uma parceria expositiva com a Almeida & Dale Galeria de Arte, de São Paulo.
Paisagista, pintor, desenhista, designer, escultor e cantor, o multiartista foi responsável por ter introduzido o paisagismo modernista no Brasil. “Expressivo e orgânico, seu gestual criou um imaginário que saltou das telas para o mundo real nos jardins e pisos que construiu em diversas cidades do Brasil e do exterior”, escreve Wisnik no texto da parede da exposição, que contará com projetos do artista (construídos e não construídos) feitos para Brasília, sempre em diálogo com o bioma do cerrado.
Contrastes de texturas e grandes manchas de cor chapadas estruturam os jardins pictóricos criados por Burle Marx. “Sua arte emana potência. Uma potência lírica, que atravessa várias linguagens e suportes, espelhando uma concepção fecunda de natureza: um ecossistema fértil, aberto e dinâmico, com o qual deveríamos viver em harmonia, e não o exaurindo de forma predatória”, continua o curador, que destaca ainda o caráter político das obras, como “um chamamento para que assumamos posturas mais responsáveis diante dos recursos do planeta, e do excesso de consumo que sustenta a nossa sociedade”.
Veja os destaques da noite pelas lentes do fotógrafo César Rebouças:































