Brasília vive um momento expressivo no turismo internacional. Em 2025, a capital federal registrou cerca de 110 mil visitantes estrangeiros, um recorde que consolida o destino no cenário global. A Argentina lidera a lista de países emissores, seguida por Estados Unidos, Peru, Colômbia e Portugal. Por trás desses números estão os guias de turismo, responsáveis por transformar visitas protocolares em experiências imersivas que conectam arquitetura, história e identidade cultural.
Mais do que apresentar cartões-postais como a Catedral Metropolitana, o Congresso Nacional e a Ponte JK, esses profissionais constroem narrativas que ajudam o visitante a compreender o significado da cidade planejada. O guia Flávio Dino Carlos, de 28 anos, atua há três anos na capital e atende principalmente o público internacional. Para ele, o crescimento do fluxo estrangeiro exige qualificação constante, especialmente no domínio do inglês, considerado essencial para atender a demanda global.

Foi esse acompanhamento que marcou a experiência do casal inglês John e Sheila Pator, que decidiu estender a permanência em Brasília após passagem pelo Rio de Janeiro. Interessados na arquitetura moderna e influenciados por Le Corbusier, eles destacaram que conhecer a capital amplia a percepção sobre o Brasil. “Muitas pessoas na Europa pensam que o país se resume a praia e carnaval, mas a capital é fundamental para entender a história e a identidade brasileira”, afirmaram.

Para representantes do setor, os guias atuam como verdadeiros “embaixadores” do destino. Atualmente, cerca de 400 profissionais estão cadastrados no sindicato da categoria no DF, e aqueles que dominam outros idiomas praticamente não enfrentam baixa temporada. Regulamentada por meio de curso técnico e cadastro no Cadastur, a profissão ganha ainda mais relevância em um cenário de expansão internacional, no qual cada narrativa bem contada fortalece a imagem de Brasília no mundo.















