O Festival Claudio Santoro movimenta o Distrito Federal entre os dias 12 e 15 de março de 2026 com uma programação gratuita dedicada à obra de um dos maiores nomes da música brasileira do século XX. Maestro, compositor e figura central na construção da identidade cultural de Brasília, Santoro foi fundador da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e do Departamento de Música da UnB, deixando um legado que atravessa gerações. Não por acaso, o Teatro Nacional leva seu nome desde 1989 — símbolo da influência definitiva que exerceu na capital.
Com concertos sinfônicos, recitais e ciclo de palestras, o festival reúne artistas de destaque sob direção do maestro brasiliense Matheus Avlis, que retorna à cidade após temporada de aperfeiçoamento na França. Para ele, a presença de Santoro é permanente na formação musical do DF. “Ele sempre esteve aqui presente. Quando estudei na Escola de Música e na Universidade de Brasília, fui aluno de alunos de Santoro. E todas as vezes que regi a Orquestra do Teatro Nacional, fiz isso com o respeito de reger a orquestra sonhada e fundada por ele”, afirma.

A programação inclui apresentações da Orquestra do Festival com obras da fase nacionalista do compositor, além do recital “Canções de Amor — As Canções de Santoro e Vinicius de Moraes”, com Denise de Freitas e Alessandro Santoro. A mezzo-soprano destaca a força da obra do compositor: “É um privilégio enorme poder interpretar essa música tão sensível e ao mesmo tempo espetacular. Tenho uma relação de longa data com a obra de Santoro.” Já Alessandro, responsável pelo acervo do pai, reforça a importância do encontro: “Espero que este Festival se repita por muitos anos.”
Encerrando a programação, o recital “Canções sem Palavras” marca a estreia mundial de peças inéditas reconstruídas a partir de manuscritos encontrados no acervo do compositor, revelando novas camadas de sua produção. Com entrada gratuita e classificação livre, o Festival Claudio Santoro reafirma Brasília como território fértil para a música de concerto e mantém vivo o legado de um dos seus maiores construtores culturais.
















