Com 37 ambientes assinados por mais de 50 arquitetos, designers de interiores e paisagistas, a CASACOR Brasília acontece até 12 de dezembro, na 904 Sul. O tema explorado pelo elenco de profissionais participantes da mostra de 2021 é “Casa Original”, que instiga a reflexão sobre o morar contemporâneo ao propor o resgate da história de seus habitantes em equilíbrio com a tecnologia.
Em sua 29ª edição, os ambientes propostos pelo elenco revelam tendências do cenário no momento pós-pandemia, como a utilização de materiais naturais, a exemplo de pedras e madeira; a opção por ambientes feitos para receber convidados; e a sensação de conforto e aconchego emanadas pelos detalhes dos espaços.
Materiais naturais
A conexão com a natureza é um conceito bastante comum nos ambientes da CASACOR Brasília 2021. Mais do que incluir vegetação, os espaços contam com materiais naturais. No Espaço Com Vivência, a arquiteta Cybele Barbosa apresenta uma parede de pedras, que se destaca no projeto.
O ambiente tem uma atmosfera afetiva e celebra os encontros, com uma pegada sustentável. “[A ideia] Foi fazer um ambiente com fluidez, trazendo o espaço de convivência onde as pessoas celebram a felicidade, o morar bem e alegria de poder morar e receber bem os amigos e família. É o reinado do atemporal”, afirma.
Já a madeira é um dos detalhes que se destaca no ambiente Living Kit House & Tektons, do Studio Gontijo. O projeto das arquitetas Gabriela Gontijo e Mariana Hummel apresenta o material no tampo da mesa de jantar, que tem estrutura flutuante e pegada rústica. A madeira também está presente nos armários funcionais e modernos.
Tendências pós-pandemia
Os espaços que apostam na convivência também estão entre as tendências da edição. A estreante Maria Araujo trouxe essa proposta ao Espaço Gourmet. O ambiente reúne três áreas em uma só: cozinha, sala de jantar e sala de estar, utilizando formas naturais e orgânicas.
“Ao iniciar o projeto, passamos por uma grande reflexão do que seria essencial em uma casa hoje, um espaço amplo para receber nos pareceu fazer todo sentido”, avalia a arquiteta.
Os espaços de trabalho também foram ressignificados na pandemia. O Wood Office Cipem, do arquiteto Roberto Lecomte e da designer de interiores Sheila Beatriz, imagina uma área para trabalhar de forma confortável no jardim de casa. A madeira oriunda de manejo florestal sustentável é o grande destaque do projeto.
As áreas ao ar livre ganharam outra importância na crise sanitária. Por isso, os ambientes externos também tiveram espaço na CASACOR. Destaque para o Fireplace, dos engenheiros Alessandra Moussa e Marcelo Netto. Mãe e filho criaram um refúgio para famílias e amigos confraternizarem. O mobiliário foi feito para resistir às mudanças climáticas num design confortável e elegante.
Aconchego
Tons claros e terrosos tomaram conta dos ambientes da CASACOR Brasília. No Refúgio Ori, de Amanda Saback e Ana Luiza Veloso da Traama Arquitetura, é a paleta monocromática a responsável pela atmosfera suave e tranquila do espaço, que tem como proposta fazer um resgate ao básico e ao essencial. O balanço tem um papel lúdico no projeto.
O aconchego também aparece por meio da memória afetiva. A começar no resgate de detalhes de decoração clássicos que estão de volta, a exemplo da palha. No Canto do Tempo e do Alento, Ângela Cambraia, da CasaCam Arquitetura, o elemento aparece no mobiliário que tem móveis resgatados de brechós. “Buscamos uma volta ao tempo, a nossas origens, a casa dos nossos pais, ao aconchego da casa da avó e a tranquilidade da casa da fazenda”, define.
O projeto dos arquitetos Walléria Teixeira e Ney Lima, a Casa Duratex, reúne diversas tendências. As pedras estão em destaque no piso, enquanto a madeira natural certificada foi usada para construir o ambiente. Mas o que chama ainda mais atenção são os quadros e porta-retratos que remetem ao passado e dão significado afetivo ao ambiente.





























