O Festival Consciência Negra 2025 encerrou sua edição com um marco expressivo: mais de 100 mil pessoas participaram das atividades realizadas ao longo de três dias no Museu Nacional da República. Somente no sábado, cerca de 30 mil visitantes ocuparam a área externa do museu, reforçando a força do evento como um dos maiores encontros dedicados à cultura afro-brasileira na capital. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em parceria com o Instituto Janelas da Arte e apoio da Sejus-DF, o festival reuniu uma programação gratuita e intensa, que incluiu debates, cortejos, formações, shows, vivências, moda e feira afro.
A edição foi marcada por momentos de forte simbolismo. A exposição Retratos recebeu fluxo constante de visitantes, enquanto o Espaço Kids permaneceu lotado com oficinas de percussão e contação de histórias. A Tenda Muntu destacou encontros como a roda “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina” e o painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos”, que rendeu uma homenagem emocionante à pioneira Dona Lydia Garcia — ovacionada ao receber no palco uma coroa dourada que reconhece sua trajetória no Movimento Negro, na arte e na educação do DF.
A programação também trouxe grande impacto visual e estético com o desfile Amarrações, do estilista brasiliense Victor Hugo Soulivier, que transformou a rampa do museu em passarela a céu aberto. Paralelamente, o Palco Brasilidades destacou artistas do Distrito Federal, apresentando vozes que dialogam com o tema “Raízes que Conectam o Futuro”. Já a Arena Dona Lydia recebeu atrações como Carol Nogueira, Dhi Ribeiro, Marcelo Café e Benzadeus, em uma noite marcada por ritmos, ancestralidade e celebração coletiva.
O encerramento reuniu multidões. Carlinhos Brown fez um show carregado de sucessos e energia, mesmo com chuva, seguido pelo Psirico, que fechou o festival em clima de festa. A edição 2025 reforça o papel do evento como uma política cultural afirmativa e essencial para valorizar a criação negra no DF.
















