A nova campanha global da Tanqueray com Sarah Jessica Parker vai além da lógica tradicional de endosso de celebridade. Criada pela AlmapBBDO no Brasil, a plataforma parte de um elemento pouco explorado na comunicação da marca, os “300 nãos” de Charles Tanqueray, fundador que, no século XIX, recusou atalhos produtivos até chegar à fórmula do London Dry Gin preservada até hoje. O conceito se transforma agora em ativo estratégico de branding global, com desdobramentos previstos ao longo de 2026.
Mais do que contar uma história, a campanha traduz um posicionamento. Em um mercado de gin cada vez mais competitivo e comoditizado, a Tanqueray escolhe disputar valor simbólico, não apenas share de consumo. O “poder dos nãos” funciona como metáfora para curadoria, rigor e escolhas conscientes, atributos que dialogam tanto com o consumidor premium quanto com um público interessado em cultura, moda e lifestyle, territórios onde a marca busca aprofundar relevância.

A escolha de Sarah Jessica Parker reforça essa estratégia. Para Guilherme Martins, CMO da Diageo no Brasil, “a escolha de Sarah Jessica Parker como embaixadora global dialoga diretamente com esse legado. Ela é um ícone que transcende o entretenimento, com forte influência no universo da moda e uma trajetória marcada por autenticidade, curadoria e elegância”. Já Filipe Cury, ECD da AlmapBBDO, afirma que “posicionar Tanqueray globalmente é uma felicidade para o time. Encontrar o ponto de interseção entre valores de marca, comportamento humano e tensões culturais, com uma estrela como a SJP que compartilha dessas verdades, torna o projeto ainda mais potente”.
O movimento também carrega um recado relevante para o mercado. Ao apostar em uma plataforma criada no Brasil para rodar globalmente, a Diageo sinaliza que o mercado brasileiro de gin atingiu maturidade suficiente para exportar estratégia, não apenas replicar modelos internacionais. Em um cenário em que o Gin & Tonic se consolidou como um dos drinks mais consumidos do país na última década, a campanha reflete uma virada de chave: o Brasil deixa de ser apenas consumidor e passa a ser originador de narrativa global.

















