O Governo do Distrito Federal (GDF) economizou R$ 5,02 milhões por meio da compra compartilhada de medicamentos realizada pelo Consórcio Brasil Central (BrC). Os resultados foram apresentados ao governador Ibaneis Rocha durante reunião no Palácio do Buriti, que contou com a presença do secretário de Saúde, Juracy Lacerda, do secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, e do secretário-executivo do BrC, José Eduardo Pereira Filho. Entre 2024 e 2025, o modelo consorciado gerou economia média de 10,7% nas aquisições, reunindo sete unidades da Federação em um sistema integrado de compras.
Segundo a Secretaria de Saúde, a participação do DF no consórcio permitiu a aquisição de 92 medicamentos demandados pela rede pública, com 17 itens registrando redução média de 10,4% nos preços. Entre os produtos adquiridos estão medicamentos de oncologia, arboviroses — como os utilizados no tratamento da dengue — e fármacos voltados para doenças raras e judicializadas. Além de reduzir custos, o modelo agiliza o acesso da população aos tratamentos, fortalece o planejamento das compras e diminui a dependência de licitações que costumam ficar desertas.
Os dados apresentados também mostram a ampliação da atuação do consórcio. Apenas em 2025, a Compra Compartilhada de Medicamentos licitou 156 itens, somando R$ 367 milhões adjudicados e gerando economia média de 18%. O DF participou com 108 medicamentos, alcançando 86% de êxito nas licitações e garantindo acesso a 28 itens que antes não possuíam ata de registro de preços na rede local. Outro destaque foi o programa voltado a medicamentos para arboviroses, que licitou 19 itens e proporcionou economia média de 9%, resultando em R$ 2,85 milhões de redução de custos para o DF ao somar os dois programas.
Para o BrC, o avanço do consórcio reflete a consolidação de políticas públicas integradas entre os estados participantes. Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e o Distrito Federal formam o grupo, responsável por 12,56% do PIB nacional e uma população estimada em 27 milhões de pessoas. Segundo o secretário-executivo José Eduardo Pereira Filho, as iniciativas estruturantes adotadas nos últimos anos, incluindo a gestão de Ibaneis Rocha à frente do consórcio entre 2021 e 2022 — contribuíram diretamente para os resultados positivos e para a relevância nacional alcançada pelo modelo.














