O Palácio do Buriti se transformou em símbolo de conquista e representatividade com o encerramento do programa Meninas em Ação, iniciativa do Governo do Distrito Federal voltada ao empoderamento feminino. O projeto, que nasceu em março e se tornou política de Estado em abril, proporcionou a 30 estudantes da rede pública a vivência de cargos de liderança em órgãos do poder público, empresas e embaixadas. A emoção tomou conta do evento de encerramento, especialmente com o depoimento de jovens que viram a experiência como um marco pessoal e social.
Durante seis meses, as participantes ocuparam cargos estratégicos, como secretarias e missões diplomáticas, e puderam compreender de perto a importância da presença feminina em espaços de decisão. Para muitas, foi o primeiro contato direto com ambientes historicamente dominados por homens — um exercício de representatividade que inspirou novas perspectivas e sonhos. O relato da estudante Ana Clara Batista, que acompanhou o governador e a primeira-dama por um dia, sintetiza o impacto: “Jamais imaginei estar naquele lugar, mas viver aquele dia me despertou para a vida”.
A presença de embaixadoras de países como a Espanha ampliou o alcance da iniciativa e ajudou a romper estereótipos sobre o trabalho diplomático e o papel da mulher na esfera internacional. O envolvimento das participantes surpreendeu as representantes estrangeiras, que destacaram o preparo e o talento das estudantes da rede pública. Para as secretarias do GDF lideradas por mulheres, abrir as portas dos gabinetes foi uma forma de mostrar que liderança se aprende também pela vivência — e que meninas podem, sim, ocupar qualquer espaço que desejarem.
Agora reconhecido como programa permanente, o Meninas em Ação continuará a crescer. Em 2026, mais jovens terão a chance de participar da experiência que já transformou trajetórias e ampliou horizontes. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o projeto reforça que igualdade de gênero e educação andam juntas na construção de um futuro mais justo. Como resumiu a vice-governadora Celina Leão, “nenhum espaço de poder está fora de alcance — elas já entenderam que o lugar da mulher é onde ela quiser estar”.


















