A música brasileira perdeu neste domingo, 20 de julho, uma de suas vozes mais autênticas e irreverentes. Preta Gil, cantora, empresária e apresentadora, faleceu aos 50 anos, nos Estados Unidos, após enfrentar complicações decorrentes de um câncer contra o qual lutava desde o início de 2023.
Filha de Gilberto Gil com Sandra Gadelha, Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu no dia 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro. Carregava em seu nome o peso e o brilho de uma das famílias mais emblemáticas da cultura brasileira: sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, ela cresceu cercada por música, arte e liberdade de expressão.
Desde o início de sua carreira solo, nos anos 2000, Preta construiu uma trajetória marcada pela ousadia, pela defesa das causas sociais e pela valorização da diversidade. No palco e fora dele, falava abertamente sobre temas como o corpo, o amor, o racismo, a homofobia e o feminismo, tornando-se uma voz ativa na luta contra preconceitos e estigmas.
Além da música, Preta também teve destaque como apresentadora, empresária e produtora de eventos. Mãe de Francisco Gil, conhecido como Fran — integrante do trio Gilsons —, ela cultivava laços afetivos profundos com a família e com o público que a acompanhava de perto, especialmente nas redes sociais.

Nos últimos meses, a artista dividiu com os fãs momentos de sua batalha contra o câncer, mostrando coragem, vulnerabilidade e esperança. Sua morte gera comoção e deixa uma lacuna na cultura brasileira, mas seu legado permanece vivo — em sua arte, em sua postura combativa e no carinho de milhões de admiradores.
Preta Gil foi, e sempre será, símbolo de autenticidade, liberdade e resistência.













