O sagrado e o festivo se encontram mais uma vez na Praça dos Orixás, um dos palcos mais emblemáticos e democráticos do país. Integrando a programação do Celebra DF 2026, o tradicional Réveillon da Prainha transforma a virada do ano em um ato coletivo de fé, resistência e valorização da cultura afro-brasileira, reunindo milhares de pessoas às margens do Lago Paranoá para celebrar novos ciclos com espiritualidade, música e pertencimento.

As festividades começam na terça-feira, 30 de dezembro, com o já consagrado Entardecer dos Ojás, ritual que abre oficialmente a programação e reafirma a Prainha como território sagrado. Mais do que um marco simbólico, a cerimônia fortalece o reconhecimento das tradições afro-brasileiras no calendário cultural do Distrito Federal, preparando o espaço para as celebrações que seguem com apresentações de Samba de Roda Pé de Porteira, Nossa Galera e Dhi Ribeiro, uma das vozes mais potentes do samba local.
No dia 31, a programação atinge seu ponto alto com a tradicional Festa de Iemanjá, que une devoção religiosa e diversidade musical. A partir do fim da tarde, o público acompanha apresentações de Sambrasília e Uel, além dos rituais religiosos afro-brasileiros, com cortejo simbólico e a entrega de balaios e flores em homenagem à Rainha do Mar, renovando pedidos de paz, prosperidade e proteção para o novo ano.
Após a virada, celebrada com uma queima de fogos de oito minutos na Ponte Honestino Guimarães, a festa segue madrugada adentro com a força ancestral do Makumbá com Kika Ribeiro, a percussão vibrante do bloco afro Asé Dudu e o encerramento com o Grupo Cultural Obará, reafirmando a Prainha como um espaço de celebração, diversidade e memória viva da cultura afro-brasileira.














