A abertura da exposição “RAÍZES – Heranças Visuais”, de José Maciel, reuniu cerca de 200 convidados no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves. O espaço recebeu um coquetel especial para marcar o lançamento da mostra, que segue aberta ao público até 1º de fevereiro e apresenta uma imersão sensível nas múltiplas raízes que compõem a identidade e a memória coletiva. Com cores vibrantes e forte carga simbólica, a mostra reforça o lugar de Brasília como polo de cultura e história.
Com curadoria de Danielle Athayde e Cláudio Pereira e coordenação do Instituto Artetude Cultural, a exposição reúne cerca de cinquenta obras inéditas. O conjunto transita por desenhos, pinturas, esculturas em ferro vazado e objetos cenográficos como totens e seixos pintados. A diversidade de materiais e estéticas reflete a amplitude do universo criativo de Maciel, que propõe um diálogo sensível sobre pertencimento, legado e o entrelaçamento de referências pessoais e ancestrais.
O Panteão, local histórico e carregado de simbolismo, torna-se cenário ideal para o encontro entre as obras de Maciel e o monumental painel da Inconfidência Mineira, de João Câmara. Essa interação cria uma atmosfera que convida o público a revisitar memórias e compreender como diferentes camadas de origem e identidade se articulam no presente. As obras, ao revisitarem fragmentos do passado, renovam sentidos e provocam reflexões sobre quem somos enquanto indivíduos e nação.
Além da mostra, os convidados receberam um catálogo em capa dura com 120 páginas reunindo pinturas, esculturas e trabalhos recentes do artista. Organizado por Adriana Maciel e publicado pela editora Numa, o livro tem tiragem limitada de 700 exemplares e chega às livrarias de Brasília em breve. A noite contou ainda com apresentação do saxofonista Washington Aguiar e participação especial de Milton Guedes, que encantou o público e completou um evento memorável, unindo arte, música e a vibrante cultura da capital.

































