Pela primeira vez, Silvia Braz e sua filha, Maria Braz, dividiram a primeira fila do icônico desfile da Burberry durante a Londres Fashion Week. A ocasião ganhou um significado especial: além da estreia conjunta, marcou a conexão de gerações através da moda. Maria, de 25 anos, sempre se encantou pela marca por influência da mãe e apostou em um look jovem e ousado — saia xadrez plissada, tweed cinza e botas pretas envernizadas. Já Silvia escolheu peças clássicas da maison, com saia e trenchcoat, reforçando a tradição que une mãe e filha.
O desfile aconteceu sob tendas pintadas à mão, que simulavam céu e nuvens, montadas no Perks Field, nos Kensington Gardens. O local já havia recebido a Burberry em edições anteriores, e Daniel Lee, diretor criativo da marca, transformou a passarela em uma celebração da moda e da música. “A música é autoexpressão, originalidade e pertencimento. Ela não se conforma – evolui e inspira”, declarou o estilista, que buscou inspiração nos festivais britânicos, como Glastonbury.
A coleção primavera-verão 2026 trouxe à tona o espírito da performance ao vivo e a energia da cena musical do Reino Unido. “Os músicos sempre foram pioneiros – destemidos na maneira como se vestem e tocam”, disse Lee à imprensa, reforçando a dualidade entre cidade e campo refletida no cenário. Essa fusão resultou em peças que mesclam tradição e ousadia, reforçando a identidade da Burberry.
Entre os destaques da passarela estavam tops e saias inteiramente bordados em miçangas, couro cortado a laser que imita renda e crochês detalhados em calças e blusas. Vestidos-camisa e minivestidos de cota de malha xadrez surgiram em blocos de cores, enquanto a alfaiataria retornou com força, em jaquetas de três botões e ternos de abotoamento duplo, combinando lã, jeans e gravatas de seda xadrez. Uma coleção que reafirma o encontro entre tradição, música e inovação.















