O relatório World’s Best Cities 2025, elaborado pela consultoria global Resonance, avaliou mais de 270 metrópoles com mais de um milhão de habitantes para identificar quais centros urbanos oferecem as melhores condições para viver, trabalhar e visitar. O estudo combina centenas de indicadores — de conectividade aeroportuária e desempenho econômico a cultura, caminhabilidade, vida noturna, tamanho do ecossistema de negócios e desempenho digital em plataformas como Google, TikTok, Weibo e Xiaohongshu. A metodologia também considera respostas de mais de 21 mil pessoas em 30 países, resultando no Place Power Score, índice que soma três pilares: habitabilidade, atratividade e prosperidade.
Londres lidera o ranking pelo 11º ano consecutivo, sustentada pela força econômica, influência cultural e infraestrutura de classe mundial. A cidade permanece no topo em aeroportos, grandes empresas, gastronomia e investimento estrangeiro direto, especialmente no setor imobiliário. Logo atrás estão Nova York e Paris, que mantêm destaque global por dinamismo cultural, modernização urbana e forte recuperação do turismo. Tóquio ocupa a quarta posição, reforçada pela segurança, planejamento urbano e número recorde de visitantes em 2024 e 2025. Madri fecha o top 5 após avanços expressivos em sustentabilidade, mobilidade e revitalização de áreas naturais e urbanas.
O ranking evidencia também a ascensão de capitais asiáticas e o fortalecimento de centros da região Ásia-Pacífico, com Cingapura (6º), Sydney (11º), Seul (13º), Pequim (15º), Xangai (16º) e Hong Kong (19º) entre as 20 primeiras posições. A lista segue com cidades que se destacam por inovação, qualidade de vida e ecossistemas econômicos consolidados, como Roma, Dubai, Berlim, Barcelona, Los Angeles, Amsterdã, Toronto e Istambul. Nas posições seguintes, surgem metrópoles que combinam infraestrutura sólida e mercados em expansão, como Melbourne, Bangkok, Oslo, Estocolmo, Miami, Viena, San Francisco, Munique e Cidade do México, entre outras.
O Brasil aparece duas vezes entre as 100 melhores: São Paulo ocupa o 18º lugar, impulsionada pelo peso econômico, pela produção cultural e pela força de seu mercado de consumo; e o Rio de Janeiro, na 42ª posição, reconhecido por atratividade turística, belezas naturais e crescente agenda urbana voltada à revitalização e mobilidade. Ao final, o ranking inclui cidades de todos os continentes — da Cidade do Cabo a Doha, de Porto a Busan — refletindo uma disputa global marcada por fatores como mudanças climáticas, reconfigurações geopolíticas, turismo pós-pandemia e o impacto acelerado da inteligência artificial nas vidas urbanas.


















