Publicação criada e produzida pelo Distrito Drag traz ensaio fotográfico com Alexia Twister, Salete Campari e Thália Bombinha
A noite de 14 de novembro foi marcada em Brasília pelo lançamento do Calendrag 2023. A festa que apresentou a nova edição da publicação foi realizada no auditório do Museu Nacional da República e reuniu personalidades da cultura LGBTQIA+ do Distrito Federal. As drag queens Pikineia e Nágila Goldstar apresentaram o evento, que teve performances de Mozilla Firefox, Avellaskis e Pérola Negra.
As fotos que compõem o Calendrag 2023 foram inspirados no poema “Os estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)” de Thiago de Mello e tem, em suas páginas, ensaio fotográfico com artistas que fizeram história na cultura drag queen brasileira, como Alexia Twister, Salete Campari e Thália Bombinha.
Para a transposição em imagens do poema do poeta amazonense Thiago de Mello, o coletivo convidou as drag queens de Brasília Bopety, Carmela, Dávilla Mcgaffney, Gabrielly Ganash, Hellen Quinn, Kalea Bastet, Patty Peronti e Victor Baliane. Elas estampam as páginas do calendário, à venda (R$ 50) pelo site expressaopopular.com.br. Os recursos arrecadados com as vendas serão destinados ao financiamento das ações sociais e artísticas do coletivo, e da sede que abriga atividades de capacitação com acesso gratuito para a comunidade LGBTQIA+.
Escrito em 1964, o poema que inspira o Calendrag 2023 tem como princípios a defesa da liberdade, amor e esperança, que representam “uma resposta histórica carregada de uma beleza poética contra os tempos sombrios”, explica Ruth Venceremos, uma das diretoras do Distrito Drag. “Quando a gente buscou essa referência, pensamos no momento atual de nossa sociedade, que é de travessia, em que estamos passando de um contexto muito difícil para uma situação de esperança e civilização”, finaliza a artista.
O calendário cumpre a função de preservar a história e a memória da comunidade LGBTQIA+. “O Calendrag dá visibilidade para a arte performática transformista, e gera acesso ao conhecimento dessa arte, que acaba se tornando o principal símbolo para se pensar a cultura LGBTQIA+”, define Ruth Venceremos. Outro aspecto concreto da publicação é a arrecadação de recursos, por meio das vendas, que arrecada recursos para fortalecer iniciativas voltadas para o público LGBTQIA+.
Fotos: Matheus Alves
























