Na última quinta-feira de novembro, o Casapark Prime Talks reuniu arquitetos e designers de interiores para uma conversa com Amanda Ferber, do Architecture Hunter, com a mediação do arquiteto e designer Samuel Lamas sobre a arquitetura, o urbanismo e o design produzido em Copenhague, Dinamarca. A cidade que até os anos 1960 era tomada por carros, prédios abandonados e áreas degradadas pela poluição. Foi a partir desse cenário que se desenvolveu a conversa no Espaço Casa.
Entre os assuntos abordados, Amanda comentou sobre a importância que a arquitetura e o urbanismo alcançaram na Copenhague dos anos 1960 e que resultou no que hoje é um exemplo mundial de como uma cidade pode ser repensada a partir da escala humana. Amanda revisitou os dez passos adotados por Copenhague a partir da década de 1960 para tornar a cidade um espaço amigável para os moradores e seus visitantes, como adotar o uso de bicicletas com o oferecimento de ciclovias, ruas para pedestres e o incentivo à vida dos estudantes que por terem hábito de saírem para se divertir à noite tornam a cidade mais segura. Com exemplos de prédios privados e de instituições públicas que se relacionam com a história e a herança cultural da cidade, áreas antes degradadas tornaram-se espaços de lazer coletivo.
Samuel, destacou a importância do design nórdico, especialmente o dinamarquês, para o mobiliário modernista brasileiro. Ele comentou sobre como Sérgio Rodrigues e Joaquim Tenreiro foram inspirados pelos designers dinamarqueses do século XX como Hans J. Wegner e Arne Jacobsen. Ele ressaltou o aspecto lúdico da arquitetura e do design dinamarqueses e como a luz representa um fator preponderante nos projetos. “Talvez pela falta de luz natural, a iluminação está presente”.
Sobre os ensinamentos que a revitalização de Copenhague deixa para o mundo, para Samuel fica o exemplo de que a generosidade com o outro e acreditar nas pessoas de forma positiva pode render bons frutos. Para Amanda, a cidade é um exemplo de que existe uma arquitetura que pode trazer sustentabilidade, o belo e o prazer para o dia a dia das pessoas. “Fica a lição de que a arquitetura importa e impacta na vida das pessoas. É responsabilidade da arquitetura trazer a boa convivência (para os espaços públicos) e fazer a dinâmica funcionar”, sentencia.
Após a conversa, o público seguiu para a Pop Up do Shopcasapark para curtir o som do DJ João Kaarah.
Fotos de Vanessa Castro











































