A Nova Zelândia anunciou retornou à prática normal depois da meia-noite desta segunda-feira (8), após a nação oceânica informar que não tem mais nenhum caso de infecção pelo novo coronavírus em seu território, conforme divulgou sua primeira-ministra, Jacinda Ardern. Segundo um acordo com a Universidade Johns Hopkins, desde o início da pandemia, o país registrou 1.504 casos e 22 mortes por coronavírus.
Sem registrar nenhum caso ativo há 17 dias, a liberdade significa sentar-se ao lado de outro passageiro no transporte público, tocar o rosto de alguém, frequentar estádios, ir a concertos, festas e casamentos e, finalmente, encerrar o distanciamento social.
“Estamos em uma posição mais segura e forte, mas ainda não há um caminho fácil de volta à vida pré-Covid. A determinação e o foco que tivemos em nossa resposta à saúde agora serão investidos em nossa recuperação econômica”, disse Ardern em coletiva de imprensa nesta segunda. Ela, contudo, alertou que a Nova Zelândia “certamente voltará a ter casos” de Covid-19 ao explicar que “a eliminação não é um ponto no tempo, é um esforço constante“.
Um dos pontos fundamentais para a quarentena ter funcionado no país é a credibilidade do governo. A premiê conduziu entrevistas e lives diárias pelo Facebook; seu estilo de liderança, direto e consistente, contribuiu para que a população respeitasse a determinações de permanecer trancada em casa.
Outro fator importante que o país adotou no combate à pandemia foram medidas rigorosas, desde a rápida adesão ao bloqueio à um programa eficiente de testagem e rastreamento de casos. A curva da doença achatou 10 dias após o início da quarentena.
A única medida que continuará em vigor é o fechamento das fronteiras. Todos os neozelandeses que chegarem do exterior terão que ficar em isolamento por 14 dias.
Com o número de casos da Covid-19 zerado, a Nova Zelândia faz parte de um seleto grupo de pequenos países e territórios que conseguiram baixar a zero o número de casos ativos do vírus: Montenegro, Eritrea, Papua Nova Guiné, Seychelles, Vaticano, Fiji, Timor Leste e São Cristóvão e Névis.
Via Vipado
Foto: Getty Images













