Em 2025, a CASACOR Brasília escreve um novo capítulo de sua história ao realizar a 33ª edição na emblemática Casa do Candango, na 603 Sul. O evento, marcado para o período de 13 de agosto a 12 de outubro, ocupa um patrimônio afetivo da capital federal. Com 50 ambientes assinados por 67 profissionais, a mostra mergulha no tema “Semear Sonhos”, que faz uma reflexão profunda sobre o futuro das cidades, da arquitetura e das relações humanas.
O tema deste ano se desdobra em três pilares que atravessam todos os ambientes e todas as experiências da mostra. O primeiro “Sonhos Coletivos” propõe um futuro sustentável e colaborativo, onde o morar e o viver caminham em harmonia com o meio ambiente. O segundo eixo, “Ecossistemas em Cooperação”, integra cidade e natureza como um organismo vivo. Já o terceiro, “Confluência de Saberes”, valoriza a união de disciplinas e culturas para soluções inovadoras e conscientes.
Os 50 ambientes propõem um manifesto pelo morar afetivo, regenerativo e consciente, explorando a identidade brasiliense por meio de elementos – como a terra vermelha do Cerrado – e um design que dialoga com o artesanal, o sensorial e a contemplação. Os projetos abraçam processos sustentáveis, materiais naturais e experiências imersivas que despertam os sentidos e sugerem um momento de pausa e introspecção.
A mostra ocupa uma área de 5.040 m² dividida entre o térreo e os dois pavimentos do prédio. Toda a estrutura da Casa do Candango foi recuperada pela CASACOR Brasília antes do evento abrir as portas para o público. A edificação de 1977 estava abandonada há uma década e precisou passar por recuperação das fachadas, vidros, pisos, caixas d’água e telhados e atualização das redes hidráulicas, elétricas e de águas pluviais, além da construção de estacionamento e a requalificação dos jardins. Melhorias necessárias para a mostra, mas que servirão de legado para o espaço.
A ação reafirma o compromisso da mostra com o desenvolvimento urbano e social, além de se alinhar com o conceito deste ano “Semear Sonhos”, ao conectar à memória dos trabalhadores que ergueram Brasília ao propósito de dar novos usos aos espaços históricos da capital federal.
Conheça os ambientes e seus respectivos profissionais:
1 FACHADA – LEO ROMANO
A fachada da CASACOR Brasília 2025, concebida por Leo Romano, marca a entrada da mostra com uma arquitetura contemporânea. O caminho entre a rua e o ambiente do evento conta com uma estrutura de 86,55m² e é marcado por uma trama de vergalhões, fazendo o trajeto uma experiência poética e evocativa. Simples e potente, a arquitetura é propriamente um túnel de transição. Um momento de preparação que anuncia o que está por vir.
2 LOUNGE HOMETECK – FERNANDA FAROLIM
Inspirado na experiência sensorial de acolhimento e pausa, o projeto de Fernanda Farolim propõe um respiro. A ideia é ser um espaço que abrace o visitante desde a chegada, com elementos que evocam conforto, sofisticação e brasilidade, utilizando volumes marcados, iluminação intimista e materiais com identidade local. O conceito parte do desejo de ressignificar o ato de esperar, transformando-o em experiência. Estruturas pré-fabricadas no método construção a seco e cobogós estão entre os destaques do ambiente de 70m².
3 CASA AAVA – BRASAL – TRAAMA ARQUITETURA
Inspirado pela serenidade das margens do Lago Paranoá, o ambiente assinado por Amanda Saback e Ana Luiza Veloso convida ao acolhimento, um espaço que envolve e abraça. Em 95m², a luz suave, o espelho d’água e os tons neutros compõem uma atmosfera serena, onde o tempo desacelera e o olhar se volta para o essencial. A repetição das ripas de madeira, o traço orgânico do piso e a transição fluida entre os espaços revelam a delicadeza dos gestos que moldam o projeto. O nome do ambiente vem do finlandês e significa “horizonte aberto”, não como fuga, mas como convite à escuta interior e à leveza de simplesmente estar.
4 CASA VERDE – DEBORAH PINHEIRO
A Casa Verde, assinada por Deborah Pinheiro, é um espaço de 140m² idealizado para celebrar o convívio e a fluidez dos encontros. Com pé-direito alto, vigas e pilares em madeira natural, o ambiente proporciona leveza e amplitude, onde interior e exterior se integram de forma contínua, contemplando as paineiras. O verde é o elemento visual que dialoga com o paisagismo, valorizando a natureza e a brasilidade. Destaque para as paredes de taipa, com texturas e cores naturais e orgânicas, que valorizam o fazer manual, o processo artesanal, os saberes ancestrais e a autenticidade, conceitos que determinam a escolha do mobiliário, texturas e objetos.
5 ESPAÇO POUSAR – MARINA PIMENTEL PAISAGISMO
Entre o plantar e o florescer há um tempo invisível: o tempo do cuidado silencioso. Inspirado por essa pausa fértil, o espaço assinado por Marina Pimentel propõe um respiro sensorial e simbólico em meio à natureza. Com 500m², o ambiente valoriza espécies nativas e elementos naturais. Mais que contemplativo, o espaço carrega um gesto social, distribuindo sementes com nomes de crianças do AME Pequeninos. Palavras gravadas em pedras e música instrumental embalam a experiência da pausa como forma de habitar.
6 LOFT Z – GEORGE ZARDO E JÚLIA ZARDO
O ambiente assinado por George Zardo e Júlia Zardo une arte, arquitetura e paisagem com elegância. A proposta valoriza uma ocupação integrada entre os espaços sociais e o jardim, criando uma experiência sensorial. Living, jantar, home theater, spa e cozinha gourmet se conectam de forma fluida. Grandes vãos envidraçados integram interior e exterior. A mesa escultural da área gourmet é outro destaque. Peças assinadas por renomados designers brasileiros compõem a curadoria do mobiliário. Telas de Júlia compõem a ambientação.
7 VARANDA GOURMET DECA – STUDIO WT & NEY LIMA ARQUITETOS
Ney Lima e Walléria Teixeira resgatam memórias afetivas da vivência goiana, quando a cozinha era o ponto de encontro entre pessoas queridas para criar o espaço. Beleza, arte e o prazer da gastronomia se juntam em um ambiente funcional e aconchegante de 110m². Chamam atenção a iluminação exclusiva, o cobogó Hana em diferentes tonalidades de cinza, a bancada verde com fogão embutido na pedra e a elegante mesa amorfa. Obras de arte completam o espaço, reforçando o caráter afetivo e sofisticado do projeto.
8 FACHADAS DA CASACOR – ELON PFEIFFER
A principal inspiração de Elon Pfeiffer foi a arquitetura original da Casa do Candango. Os brises das fachadas foram recriados aliando técnica, estética e desempenho térmico acústico. A atualização da edificação valoriza a essência modernista, incorporando esquadrias eficientes e proteção contra infiltrações. A composição cromática reforça a identidade visual da fachada. Um painel de azulejos criado por Wilson Romão, inspirado no cerrado e no Candango, dá boas-vindas ao evento.
9 ABRAÇO INFINITO – EDGARD MIGUEL
O projeto de Edgard Miguel atende a necessidade da mostra de uma praça de eventos. Em um espaço externo de 370m², o arquiteto buscou neutralidade e minimalismo para criar o ambiente responsável por encontros e confraternizações, levando em consideração afetividade, conforto e segurança. Concreto, metal e corda são os materiais que se destacam no projeto. O mobiliário desenvolvido pelo arquiteto brasiliense Willian Oliveira e a arte desenhada na parede pelo artista Daniel Jacaré complementam o ambiente.
10 GARAGEM OMODA JAECOO – SILÊNCIO EM MOVIMENTO – STUDIO GRIMALDI
A garagem não como um ponto de partida, mas como um destino de pausa e contemplação. Esse é o conceito do ambiente de Victor Grimaldi. O espaço deixa de ser um mero abrigo, para ser uma extensão do viver. A proposta propõe uma simbiose do natural com o industrial. Pedras naturais, vegetação nativa e luz filtrada se juntam a estruturas metálicas, concreto polido e superfícies reflexivas.
11 REFÚGIO VERDE – MARINA PIMENTEL PAISAGISMO
No Refúgio Verde, a beleza não é apenas vista — é sentida. Cada planta revela cuidado, cada flor expressa leveza. O olhar encontra repouso e o coração reconhece abrigo. É um espaço onde o tempo desacelera e a alma se renova. Aqui, o verde acalma, o vento consola e a criação convida à contemplação. Mais do que paisagem, é abrigo. Um lugar onde até o que não se toca, se sente.
12 HALL MEMÓRIAS DE BRINCAR – ARIELLE MARTINS
A instalação artística de Arielle Martins para o hall de entrada reflete uma memória fundamental da Casa do Candango: o fato de ter sido a primeira creche da cidade, onde os filhos dos pioneiros foram acolhidos. Paredes e teto formam um túnel em que podem ser observadas formas que evocam a infância. A instalação explora a materialidade e o espaço arquitetônico para gerar uma narrativa visual que convida a um percurso onde o brincar e a infância são reconhecidos como fundamentais para a construção de futuros possíveis.
13 REFÚGIO CRIATIVO – ANA ZINATO ARQUITETURA
O espaço desenvolvido por Ana Luísa, da Ana Zinato Arquitetura, se inspira na vida e obra da artista plástica Bella Salvati. O ambiente de 65m² é ao mesmo tempo um local de refúgio, trabalho e contemplação, apresentando o conceito de espaços híbridos e afetivos, onde o morar, o criar e o viver se integram. A curadoria de peças de antiquário junto ao mobiliário modernista ressalta o resgate do passado. Um dos pontos marcantes é o carro vintage, um Puma de 1973, do automobilista Nelson Piquet, transformado em obra de arte.
14 LAVABO ALVORADA – CECÍLIA GRAF
Inspirado na iniciativa “The Tokyo Toilet”, o projeto de Cecília Graf é um lavabo funcional e atemporal, com traços modernistas que dialogam com Brasília e a Casa do Candango. Azulejos em tons terrosos revestem piso e paredes em formato quadrado, marcando a principal tendência do espaço. A geometria quadrada se repete nos puxadores dos boxes e nos balizadores embutidos nas paredes. O ambiente convida à reflexão sobre o papel da arquitetura no cotidiano. Design, função e contexto se encontram em perfeita harmonia.
15 AUDITÓRIO – PAULO CESAR GALANTE
Com 175 m², o Auditório assinado por Paulo Cesar Galante alia tecnologia de ponta ao conforto sensorial e funcionalidade e desempenho sem abrir mão do aconchego. A proposta traz uma releitura contemporânea dos auditórios tradicionais, integrando inteligências artificiais e soluções acústicas inovadoras. Os materiais modernos, sustentáveis e tecnológicos como lã de PET e membranas acústicas, garantem o conforto sonoro. O projeto luminotécnico, assinado por Simone Turíbio, reforça a atmosfera acolhedora e versátil do local. Cada detalhe foi pensado para transformar o ambiente em uma vivência aconchegante em um auditório, diferente da experiência fria e impessoal dos auditórios tradicionais.
16 REFÚGIO CENTRAL – DEPIERI PAISAGISMO – ARTHUR DEPIERI E CLEBER DEPIERI
Assinado por Cleber e Arthur Depieri, o espaço foi concebido como uma praça sensorial, onde o tempo desacelera e convida à contemplação do essencial. Inspirado no tema da mostra, o projeto mergulha o visitante em uma experiência afetiva com a natureza, combinando texturas, cores, aromas e sons. Cada detalhe foi cuidadosamente planejado para evocar lembranças e despertar emoções, tornando o jardim um refúgio imersivo e poético.
17 GALERIA – EM BUSCA DO DIVINO – ILGNER MARTINS + STUDIO
O arquiteto Ilgner Martins se inspirou nas características arquitetônicas originais da Casa do Candango para criar o espaço de 157m², aproveitando a estrutura e evitando reformas invasivas e o uso excessivo de novos materiais. O concreto aparente e uma imponente claraboia compõem o ambiente que transforma uma passagem vertical em um percurso artístico e imersivo, onde são expostas peças da Divino Galeria. Algumas obras de arte da mostra foram produzidas exclusivamente para para dialogar com a atmosfera brutalista.
18 ESTÚDIO DA COSTUREIRA – SÉRGIO FACUNDES
O ambiente de Sérgio Facundes foi concebido a partir do conceito de “vestir a casa” e acabou virando uma homenagem à matriarca do arquiteto, a costureira Remy Facundes. Em um espaço imersivo de 40m², ele explora os contrastes visual e tátil. Com áreas divididas com cortinas, o estúdio conta com objetos especiais: uma máquina de costura de 1925, agulhas de ouro branco feitas por Gabriela Policena e 30 kimonos de tecidos típicos de cortinas em um processo de resignificação e sustentabilidade de proposta do ambiente.
19 RAÍZES BY BRETON – MÁRCIA MONTENEGRO ARQUITETOS ASSOCIADOS
O ambiente de Márcia Montenegro propõe um refúgio sensorial contemporâneo, com referências sutis à arquitetura oriental trazendo leveza ao espaço. Áreas de estar, contemplação e lazer se conectam em uma linguagem fluida e orgânica. Texturas naturais e o acolhimento visual convidam a uma pausa. Destaque para o painel ondulado com marchetaria manual de raízes e para a mesa escultural, com base que remete a formações geológicas que avançam sobre o mar. As peças autorais de arte e design complementam a narrativa.
20 CABANA URBANA – PEDRO ERNESTO GUALBERTO E LEANDRA GUALBERTO
Com 76m², o ambiente assinado por Pedro Ernesto Gualberto e Leandra Gualberto evoca o sonhar ao transportar os visitantes a uma cabana. A proposta nasceu do desafio da altura do forro, solucionado com um projeto de cobertura inclinada e vigas falsas de gesso, que criam uma atmosfera rústica e acolhedora. Tons escuros, com destaque para o Mocha Musse – cor do ano da Pantone –, e papéis de paredes exclusivos reforçam a originalidade do projeto, que remete a um clima mais frio, contrastando com o cotidiano do Centro-Oeste.
21 RED LOFT – MIGUEL GUSTAVO
O loft desenvolvido por Miguel Gustavo se baseia no conceito do maximalismo. Cores intensas e elementos impactantes marcam o ambiente de 78m². Entre os destaques estão os móveis com formatos orgânicos e desenvolvimento exclusivo – a exemplo da cama e do sofá, e o uso de pedras naturais. Compõem o ambiente obras principalmente do artista Siron Franco. A proposta do projeto é ser um ambiente poético, poderoso e criativo.
22 RAÍZES DO AGORA – LARISSA DIAS ARQUITETURA
O escritório Larissa Dias Arquitetura traduz a harmonia entre a serenidade dos elementos naturais e a sofisticação do design contemporâneo no ambiente de 103,52m². A pedra orgânica bege no piso e na parede e a luz, filtrada pelo muxarabi de madeira, dão vida e naturalidade ao espaço. Destacam-se ainda a adega curva com prateleiras em inclinações diferenciadas, o sofá modular, o teto com estrutura aparente e a iluminação por eletrocalhas. O ambiente conta com peças de cerâmicas garimpadas no interior do Brasil.
23 BOSSA LOUNGE – DAIANA PONTES
O ambiente de 33m² criada por Daiana Pontes foi concebido para estimular os sentidos do visitante, promovendo uma conexão harmoniosa entre arte e decoração. A proposta valoriza a funcionalidade aliada ao bem-estar, com elementos que adicionam textura e acolhimento ao espaço. O uso de mobiliário modular garante versatilidade, permitindo que a área de lounge se transforme em uma sala de estar e jantar. As obras do fotógrafo Celso Júnior complementam a ambientação, trazendo personalidade e sofisticação ao projeto.
24 LAVABO SEMENTE – ESCRITÓRIO BIZZO ARQUITETURA
O projeto da arquiteta Isabelle Bizzo nasceu do desejo de transformar um espaço funcional em um território simbólico. Embora seja um local de passagem, foi concebido como uma experiência sensorial. O uso de volumes curtos e transições suaves entre planos cria uma sensação de acolhimento. A iluminação, com pontos de luz indireta e temperaturas quentes, cria uma atmosfera introspectiva. Os tons que remetem à natureza reforçam a ideia de calma, refúgio e conexão, enquanto os elementos artesanais reafirmam à cultura brasileira.
25 ENTRE TEMPOS – HÉLIO ALBUQUERQUE
Em uma sala de 102m², Hélio Albuquerque projeta um espaço para promover o encontro e traduzir memórias de sua infância em Brasília. Paredes revestidas com lâminas naturais de pau-ferro, imprimem uma atmosfera de aconchego e equilíbrio. No piso, o uso contínuo de carpete contribui para o conforto acústico e térmico, reforçando a sensação de refúgio urbano. A curadoria com obras de Alfredo Ceschiatti e Galeno imprime identidade ao espaço, conectando o legado cultural de Brasília à experiência sensorial do visitante.
26 CASA BRUMA – CYBELE BARBOSA
A designer Cybele Barbosa apresenta em um espaço de 80m² um refúgio contemporâneo que nasce do tempo que clama por pausa. Marcado por cores vivas, formas orgânicas e texturas sensoriais, o espaço aposta em materiais naturais. Entre os destaques estão os painéis em madeira na cor bambu, o tapete exclusivo desenhado pelo escritório, a poltrona em veludo e o aparador curvo na cor umbra, além de um espelho orgânico de corpo inteiro e uma obra de arte cinética, que reforçam o diálogo entre design e funcionalidade.
27 O TRAÇO E O TEMPO – KARLA AMARAL ARQUITETURA
Com 79 m², o ambiente assinado pelo escritório Karla Amaral Arquitetura reúne simplicidade e elegância, evocando a memória afetiva da arquiteta em Brasília. A madeira sucupira — presente nos móveis da casa onde Karla cresceu — ganha destaque em um painel. Já a sofisticação da cidade se materializa no bar em inox que atravessa o espaço. A paleta de cores vibrantes, os tecidos naturais, como camurça, linho e couro, e a iluminação cênica complementam o projeto.
28 ALMA EM TRÊS TONS – ALF ARQUITETURA
O espaço da Alf Arquitetura, assinado por André Alf, Marina Lage e Jefferson Matos, apresenta Alma em Três Tons, o espaço valoriza a convivência com os amigos e mantém relação afetiva com os pets. Em 97m², sala, cozinha e varanda se integram de forma fluida em projeto emocional e funcional. Materiais naturais reforçam a sensação de aconchego, enquanto elementos marcantes, como o painel esculpido em pedra natural, o muxarabí metalizado e o sistema de cortinas instalado no teto, imprimem personalidade e sofisticação ao espaço.
29 RAÍZES DO AMANHÃ – GLAUTER SUASSUNA
Em um espaço de 66 m², Glauter Suassuna desenvolveu um ambiente para um casal de octogenários, em que um vive com Alzheimer e o outro atua como cuidador. A proposta leva em consideração as necessidades aliando design, funcionalidade e bem-estar. A cama foi desenvolvida para oferecer segurança e conforto. Corrimãos foram distribuídos pelo ambiente, que tem paredes com textura estimulando a sensação tátil, sirenes integradas e acionadores de emergência. Conceito de colour block e exploração de contrastes para facilitar o processamento visuoespacial de idosos.
30 HISTÓRIAS DE UM JANTAR – STUDIO VÍRGULA
Carolina Almo e Maria Paula Leite assinam a sala de jantar de 66m², onde memória, sustentabilidade e afeto se unem. Com curadoria do galerista Antonio Aversa, o espaço preserva a arquitetura original da Casa do Candango e valoriza a tradição, revivendo a história do Brasil por meio da coleção de porcelanas expostas, que pertenceu a figuras emblemáticas do Brasil, cedidas exclusivamente pelo Museu de Histórias. Todo o mobiliário e obras de arte são brasileiros e carregam uma carga histórica única, como as peças de Sérgio Rodrigues, Zalszupin, Di Cavalcanti e Rubem Valentim, que celebram o design e a arte da nossa cultura.
31 LIVING PERMANECER – GIOVANNA LEAL ARQUITETOS
O escritório Giovanna Leal Arquitetos desenvolveu um ambiente de 76m² em que curvas orgânicas e materiais naturais criam uma atmosfera serena que refletem espiritualidade e introspecção. O projeto aposta em texturas, design autoral e mobiliário nacional, como a clássica poltrona Jangada e o pendente Flutua. A oliveira como símbolo central e a iluminação cênica em camadas trazem sofisticação. Elementos sustentáveis, como madeira certificada, tecidos de fibras naturais e LED de alta eficiência, completam o o projeto.
32 MUNDO AZUL – MARCIA URBANO E CAIO FREDERICO
O ambiente de Marcia Urbano e Caio Frederico homenageia Pedro Paulo Troncoso, filho da arquiteta. O projeto propõe um ambiente terapêutico para autistas, ao utilizar a arquitetura de interiores como um elemento mediador entre o caótico mundo externo e o silencioso mundo interno. Cores suaves, formas orgânicas e texturas macias trazem conforto e segurança, com estímulos adequados. Madeira, carpete e cordas trançadas se destacam entre os materiais. Uma mesa circular central e um painel em mosaico compõem o espaço.
33 ENTRE LINHAS OFFICE – LUCAS MACHADO
O ambiente de Lucas Machado propõe um refúgio sensorial onde se escreve, pensa e sente a justiça. Tons terrosos, mármore verde e madeira escura criam uma atmosfera acolhedora, sofisticada e durável. Formas curvas no mobiliário promovem conforto e identidade visual. A iluminação técnica e cênica valoriza texturas e compõe atmosferas dinâmicas. A biblioteca ocupa posição central, reforçando o caráter contemplativo e cultural. A estética brutalista é reinterpretada com vigas aparentes, volumes esculturais e obras de arte brasileiras.
34 HABITAR SONHOS POR LEROY – JULIANA SANTANA
O ambiente de Juliana Santana representa um pequeno apartamento pensado para um morador jovem, prático e atento ao design brasileiro. A proposta cheia de texturas mistura modernismo com referências industriais, em um layout que remete a lofts urbanos. O uso do metalizado na bancada traz um olhar futurista, equilibrado por materiais naturais como a pedra. A curadoria artística se destaca pelo olhar criterioso da arquiteta pelos novos artistas que tem se destacado no mercado da arte. Já a suíte pelos revestimentos exclusivos garimpados no portfólio da Leroy com uma aplicação surpreendente. O projeto alia estética contemporânea e funcionalidade.
35 ENTRE O SONHO E O DESPERTAR – ELIENE LUCINDO – LABORATÓRIO DE INTERIORES
O ambiente de Eliene Lucindo nasce como um espaço-refúgio onde o visitante poderá desacelerar. Baseado no design afetivo e na neuroarquitetura, o projeto propõe uma travessia emocional e sensorial. A presença simbólica da árvore do pequi — nativa do Cerrado e profundamente ligada à história da autora, nascida em Anápolis (Goiás) — é o coração vivo do projeto. Ela representa as raízes afetivas, a força da terra e a beleza da resistência natural. Fotografias autorais e inéditas de Celso Junior dialogam com a atmosfera do bioma, revelando a Brasília profunda com sua luz bruta e poética.
36 LAVABO METAMORFOSE – STUDIO MAVI
O trio Ana Fabri, Mayara Vezolle e Thales Ferreira, do Studio Mavi, apresenta um projeto inspirado no processo de transformação que envolve mudanças na estrutura e nos hábitos. O espaço se inicia com a pupa, um ambiente monocromático em tom terroso. Desse casulo, emerge uma nova experiência sensorial com os tons claros que propõe respeito e equilíbrio com o meio. Entre os destaques estão as bancadas feitas com a técnica do Terrazzo Veneziano com resíduos das pedras do lavabo original, criando peças únicas.
37 CLÍNICA DE ESTÉTICA – TUDO ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO
A clínica de estética Dr. Maurício Alves, especialista em harmonização facial, desenvolvida pelo escritório Tudo Arquitetura e Construção, de Alessandra Lima Oliveira, rompe com os padrões tradicionais do segmento. Curvas suaves conduzem o olhar e simbolizam a fluidez dos sonhos, enquanto as cores marcantes e a fibra de vidro pintada nas paredes criam superfícies orgânicas e acolhedoras. As curvas sinuosas nas paredes e a janela redonda compõem uma arquitetura inovadora. Inspirado na trajetória de Maurício Alves, o projeto prioriza a humanização e o bem-estar.
38 PODCAST – ANGELA FEITOZA E MARIA CAROLINA FEITOZA
O ambiente desenvolvido por Angela Feitoza e Maria Carolina Feitoza para o portal Estilozzo homenageia a era de ouro das rádios com um estúdio de podcast. A decoração maximalista, colorida e autêntica contrasta com o minimalismo dominante. Ícones retrô, como rádios e vitrolas, compõem a atmosfera nostálgica. Elementos de neuroarquitetura, iluminação cênica e plantas reforçam a experiência sensorial. A proposta alia estética e funcionalidade, podendo ser adaptada para escritórios criativos ou espaços híbridos.
39 GALERIA – STUDIO ARK
O ambiente de Bruno Pessoa, do Studio Ark, se inspira no sonho da construção de Brasília. Elementos simbólicos reforçam esse conceito, como o piso em tijolos avermelhados, que remete à cor característica do solo do cerrado, e o concreto aparente, que representa a estética modernista da capital. O uso do inox surge como referência à modernidade da cidade. O mobiliário utilizado no espaço é cuidadosamente disposto como se fossem obras de arte, se juntam às peças expostas da Acervo Galeria.
40 LIVRARIA DO SENAC – ALESSANDRA PASSERO, CAIO GARCIA, DIDACIO DUAILIBE E MAYARA KASSIÊ
A proposta de Alessandra Passero, Caio Garcia, Didacio Duailibe e Mayara Kassiê integra arquitetura, cultura e natureza. A laje original em concreto aparente contrasta com paredes de textura artesanal inspirada na taipa, pigmentadas com terra do Cerrado. No piso, pastilhas remetem ao modernismo brasiliense. O mobiliário costura tempos, celebrando o design nacional. A estante vazada, que abriga livros, permite o atravessamento visual do verde, unindo natureza e saber. Tudo se equilibra num espaço que honra memória e reinvenção.
41 EU QUERO UM BANHO DE XÊRO – HC ARQUITETURA
O ambiente de Rick Hudson convida o visitante a desacelerar e se reconectar com o essencial. Inspirado nos rituais do banho de cheiro, a loja Olfati espaço evoca memórias e saberes populares, reforçando a ideia de que o bem-estar começa em casa. Entre os destaques, estão o piso pintado à mão pela artista Erica Saraiva e o lançamento de peças de design exclusivas. A sustentabilidade também se faz presente por meio da escolha consciente dos materiais, como a madeira de queda natural e de resíduo florestal na mesa criada por Tunico Lages e no banco Guerra do Guá Arquitetura.
42 ÓTICA – JULIANE ALMEIDA E MATEUS ZAIDAN
Inspirado nos pilotis das superquadras, o espaço de Juliane Almeida e Mateus Zaidan traduz a essência urbana e natural da capital. O ambiente valoriza a circulação livre e a integração com áreas verdes. Os grandes protagonistas são os pilares em arco e a janela original da Casa do Candango, que permitem a entrada da luz natural e a ventilação cruzada. As paredes em chapisco e concreto aparente, jardins internos e mobiliário em couro completam a composição sensorial, que dialoga com a essência da “cidade-jardim”.
43 CASA QUE SEM (EIA) – COSTA DO SAUÍPE – FABIANA BONER
A arquiteta Fabiana Boner mergulhou na cultura baiana para criar o ambiente que presta tributo à Costa do Sauípe. Inspirado na atmosfera de estar à beira-mar, o projeto evoca memórias afetivas por meio de uma estética leve e acolhedora. Com base no estilo Boho Beach — que exalta a naturalidade —, o projeto aposta em fibras vegetais, tons neutros e texturas orgânicas. Destaque para o banco esculpido em formato de barco, o mobiliário em bambu e rattan, os vasos artesanais feitos com galhos e gravetos e kokedamas artesanais.
44 LAVABO ALVORADA – CECÍLIA GRAF
Inspirado na iniciativa “The Tokyo Toilet”, o projeto de Cecília Graf é um lavabo funcional e atemporal, com traços modernistas que dialogam com Brasília e a Casa do Candango. Azulejos em tons terrosos revestem piso e paredes em formato quadrado, marcando a principal tendência do espaço. A geometria quadrada se repete nos puxadores dos boxes e nos balizadores embutidos nas paredes. O ambiente convida à reflexão sobre o papel da arquitetura no cotidiano. Design, função e contexto se encontram em perfeita harmonia.
44 SEBRAE FEITO À MÃO – JOTA PACINI DESIGN & ARQUITETURA
O ambiente comercial de exposição de produtos do Sebrae criado por Jota Pacini integra natureza, empreendedorismo e identidade candanga. Tons esverdeados remetem ao cerrado, enquanto materiais naturais resgatam memórias afetivas e exaltam o regionalismo. A fachada traz os cobogós, ícones da arquitetura brasiliense. No interior, a marcenaria e o mobiliário em ferro reforçam o caráter singular do projeto. O teto com tratamento acústico proporciona conforto, e o piso vinílico alia tecnologia, durabilidade e sofisticação.
45 CAFÉ CANDANGO – RAVA ARQUITETOS
O ambiente da Rava Arquitetos une memória, afeto e contemporaneidade. O projeto homenageia àqueles que construíram Brasília em um espaço onde passado, presente e futuro se entrelaçam. Essa narrativa se expressa na mistura de aço inox, corten, piso terroso e pastilhas, que trazem texturas e temporalidades distintas. Cores vibrantes, como azul bic e vinho, trazem a identidade brasiliense. O mobiliário assinado por designers locais e o painel exclusivo da artista Rafaela Gravia reforçam o vínculo com a produção regional.
47 LOUNGE BAR BRB – MARCELLA SCHIAVONI E FELIPE ZORZETO
Assinado por Marcella Schiavoni e Felipe Zorzeto, o espaço se inspira nos bares de hotéis europeus, com poltronas baixas e iluminação intimista. O ambiente resgata o espírito modernista da Brasília dos anos 1960, reinterpretado sob uma perspectiva contemporânea. O projeto combina peças garimpadas em antiquários com criações do design atual. Entre os destaques, estão os móveis assinados por Zorzeto: a poltrona Zé e o buffet Tião – lançado nesta edição da mostra. O resultado é um ambiente convidativo e aconchegante.
48 REFÚGIO DOS SONHOS – DEPIERI PAISAGISMO – ARTHUR DEPIERI E CLEBER DEPIERI
O ambiente de Cleber e Arthur Depieri nasceu do desejo de criar uma praça que fosse um espaço vivo e sensorial, um convite e um reencontro com o essencial. Inspirado no tema da mostra, o projeto propõe uma imersão afetiva na natureza, onde texturas, cores, aromas, sons e luzes se entrelaçam em uma atmosfera de contemplação. Estruturas metálicas, espelhos, fonte, fireplace, folhagens e plantas nobres integram o projeto. Cada elemento foi pensado para despertar memórias e sensações ao visitante que contempla um jardim denso, imersivo e tropical.
49 RESTAURANTE – ANASTÁCIA HERSEN E MATHEUS MENDES
Anastácia Hersen e Matheus Mendes assinam o restaurante desta edição. O espaço de 250m² nasceu do desejo de explorar a convivência entre formas curvas e angulosas. O ambiente foi desenhado a partir de uma sequência de planos e fitas arquitetônicas que criam diferentes ambientes e oferecem uma experiência sensorial por meio da geometria, das cores e das texturas. O espaço conta com peças exclusivas em marmoraria, bancos construídos in loco e obras da artista Victoria Serednicki, além de adornos naturais.
50 CASA CLARO – CASA CONECTADA – DENISE ZUBA ARQUITETOS
O projeto do escritório Denise Zuba Arquitetura propõe em um espaço de 350m² que integra inovação e sustentabilidade. A área conta com automação completa: iluminação, áudio e vídeo, cortinas e climatização. O objetivo é celebrar o novo tipo de morar: onde a tecnologia está a serviço da qualidade de vida. Elementos naturais e técnicas sustentáveis, como Steel Frame, complementam e resgatam às raízes. Cada detalhe foi pensado para cultivar o bem-estar, preservar histórias e projetar futuros mais conscientes e humanos.































































































































































































