A websérie casas brasilienses, apresentada pelo jornalista Valter Lourenço, lança seu segundo episódio convidando o público a atravessar as portas de um universo onde a arte não apenas habita — ela define a essência de viver.
Desta vez, o cenário é o apartamento de Antônio Aversa, na icônica Asa Sul, endereço que traduz, em cada detalhe, uma trajetória profundamente entrelaçada com a história cultural da capital.
Herdeiro de um legado singular, Antônio carrega no DNA a sensibilidade artística. Seu avô, pioneiro na construção de Brasília, foi convidado por Juscelino Kubitschek e conviveu com importantes nomes das artes, dando início a uma coleção que atravessaria gerações. Antes dele, o bisavô já transitava entre a música e o ofício manual, como integrante de orquestra sinfônica e ourives em São Paulo — um prenúncio do refinamento que viria a marcar a família.
Esse repertório foi ampliado por seu pai, artista visual, responsável por transformar o ambiente doméstico em um verdadeiro ateliê vivo. Foi ali, entre pincéis, tintas e obras, que Antônio cresceu, absorvendo desde cedo o olhar apurado que hoje o define.
No episódio, o galerista revisita o momento decisivo que mudou sua trajetória: aos 16 anos, ao intermediar a venda de uma coleção de arte e joias pertencente a uma arquiteta amiga da família, descobriu sua vocação. O sucesso imediato foi o ponto de partida para a construção de sua carreira, que o levaria à abertura de seu próprio antiquário e à consolidação de seu nome como uma das principais referências em arte na capital.
O apartamento apresentado na websérie é um reflexo direto dessa história. Ali, diferentes épocas e estilos convivem em harmonia: mobiliários dos anos 60 dialogam com peças em art nouveau, porcelanas e cristais Baccarat, além de relíquias barrocas e objetos icônicos dos séculos XVIII e XIX. Um acervo que não apenas decora, mas narra.
Mais do que um tour por um espaço sofisticado, o episódio revela como memória, herança e olhar contemporâneo podem coexistir com elegância, transformando a casa em uma verdadeira curadoria afetiva — e a vida, em uma obra de arte em constante construção.
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