Os blocos de rua tomam conta das cidades com música, fantasia e multidões. No entanto, em meio à aglomeração, cresce também o risco de furtos. Celulares, carteiras e objetos de valor tornam-se alvos fáceis quando a circulação é intensa e a atenção diminui. A sensação de insegurança pode comprometer a experiência da folia, tornando fundamental redobrar os cuidados e saber como agir caso seja vítima.
No Carnaval do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) registrou 106 ocorrências, sendo 72,6% relacionadas a furtos, em grande parte de celulares. Os crimes acontecem principalmente em momentos de maior concentração de público, quando a mobilidade fica limitada e a vigilância sobre os pertences se reduz. O cenário reforça o alerta: onde há multidão, há oportunidade para esse tipo de ação criminosa.
De acordo com o advogado criminalista Amaury Andrade, a prevenção é a principal aliada do folião. “A regra de ouro é: não leve para o bloco o que você não está disposto a perder. Documentos originais e cartões múltiplos devem ficar em casa”, orienta. Ele também recomenda manter pertences fora de vista, utilizar bolsos com zíper, carregar mochilas à frente do corpo e adotar cordões de segurança ou porta-celulares usados sob a roupa.
Caso o furto aconteça, algumas medidas devem ser tomadas imediatamente. O primeiro passo é bloquear o aparelho e os cartões pelo aplicativo do banco ou junto às operadoras, evitando o uso indevido. Em seguida, é necessário registrar o Boletim de Ocorrência, preferencialmente pela plataforma online, quando disponível. Também é importante monitorar contas bancárias e redes sociais, alterar senhas e, se houver sistema de rastreamento ativado, tentar localizar o aparelho sem se expor a situações de risco.














