Brasília recebe novamente uma das obras mais emblemáticas da história da ópera com a montagem de La Traviata, de Giuseppe Verdi, em cartaz nos dias 8, 9 e 10 de maio no Teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília. A produção reúne solistas, coro e orquestra em uma proposta que revisita o clássico a partir de uma linguagem contemporânea e emocionalmente mais intensa.
No centro da narrativa está Violetta Valéry, interpretada pelas sopranos Aida Kellen e Gabriela Ramos, personagem que ganha novos contornos nesta adaptação. A direção cênica de Élia Cavalcante abandona a estética tradicional do século XIX para apresentar uma protagonista conectada às discussões atuais sobre liberdade, resistência e autonomia feminina. “Queremos olhar para esse clássico através das lentes do agora”, destaca a diretora.

A montagem também investe em uma abordagem visual mais expressionista, aproximando elementos da ópera e do teatro musical. Além de interpretar Alfredo Germont, o tenor Daniel Menezes assina a direção artística do espetáculo e reforça a intenção de criar uma experiência diferente das produções tradicionalmente apresentadas na capital. A direção musical e regência ficam sob responsabilidade do maestro Deyvison Miranda, à frente de mais de 40 músicos entre coro e orquestra.

Cantada em italiano e com legendas em português, a produção terá recursos de acessibilidade na sessão do dia 10 de maio, incluindo audiodescrição, Libras e programa em braille. Com duração aproximada de duas horas e vinte minutos, La Traviata reafirma a força dos clássicos ao dialogar com temas contemporâneos e propor novas leituras sobre personagens que atravessam gerações.














