Nascida no Rio de Janeiro, Ângela Maria Diniz Gonçalves começou a carreira
artística na década de 1970 e deixa enorme contribuição para a música brasileira
O Ministério da Cultura manifestou profundo pesar pela morte da cantora e compositora Angela Ro Ro, aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Considerada uma das grandes vozes da MPB, ela ficou conhecida por sua mistura singular de blues, samba-canção e rock, criando interpretações intensas que marcaram época e conquistaram diferentes gerações.
Nascida Ângela Maria Diniz Gonçalves, iniciou sua trajetória artística na década de 1970, após uma viagem à Itália onde conheceu Glauber Rocha. Morou em Londres, onde trabalhou em diferentes empregos e se apresentou em pubs. O apelido “Ro Ro” surgiu ainda na infância, por conta da sua voz rouca e grave. Com a indicação de Glauber, participou do disco Transa (1972), de Caetano Veloso, e ao retornar ao Brasil passou a se apresentar em casas noturnas.
Seu primeiro álbum, lançado em 1979, trouxe apenas composições autorais, como “Amor, Meu Grande Amor”, que a projetou nacionalmente. Ao longo da carreira, teve músicas gravadas por grandes nomes, como Ney Matogrosso, Maria Bethânia e Frejat. Nos anos 1980 lançou discos marcantes como Só me Resta Viver e Escândalo, este último com faixa-título assinada por Caetano Veloso, além de trabalhos posteriores como Eu Desatino e A Vida é Mesmo Assim.
Na década de 1990 e nos anos 2000, Angela Ro Ro continuou ativa, lançando álbuns como Nosso Amor ao Armagedon e Acertei no Milênio, este último após mudanças pessoais importantes em sua vida. Também comandou o talk show Escândalo no Canal Brasil e lançou seu último disco, Selvagem, em 2017. O Ministério da Cultura destacou sua contribuição inestimável para a música brasileira e prestou solidariedade a familiares, amigos e fãs.














