Naomi Campbell nunca foi apenas uma modelo. Desde que despontou no final dos anos 1980, a britânica transformou sua carreira em um ato de resistência, de conexão e de representatividade. Agora, estrela absoluta da edição de setembro da Vogue Brasil, ela reforça em entrevista exclusiva como a moda se tornou muito mais que estética em sua trajetória: foi trincheira, palco e ferramenta de transformação.

“A moda me abriu um mundo onde eu posso fazer a diferença. Eu pude falar sobre diversidade na indústria quando ninguém tinha essa conversa – muito antes de ser trendy”, conta.
Naomi desembarcou no Brasil na última semana e mergulhou em uma agenda intensa que incluiu editoriais, participações em programas de TV e conversas com criativos locais. Um roteiro que reafirma sua relação afetiva com o país — e que ela não esconde: “O Brasil me emociona. A energia, o povo, a cultura. É como uma segunda casa para mim”, revela.
Reconhecida por seu pioneirismo, Naomi se orgulha de ter aberto portas e iluminado caminhos. “Uma coisa é desfilar, outra é usar sua visibilidade para realmente mudar a vida de alguém. O que me deixa muito orgulhosa é saber que abri portas para tantas modelos, especialmente as da África e da diáspora”, afirma, com a mesma firmeza que sempre a destacou nas passarelas mais prestigiadas do mundo.
Entre confidências sobre maternidade, paixão pelo Brasil e reflexões sobre diversidade, a supermodelo entrega um retrato atual e ainda mais fascinante de si mesma: uma mulher que segue usando sua voz — e sua imagem — para transformar a indústria e inspirar o futuro.
A Vogue de setembro chega às bancas a partir do dia 03.09.
Fotos: Vogue Brasil/ MAR+VIN















