O 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito, em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo), ganha uma extensão internacional no dia 11 de outubro, com um simpósio realizado na Universidade de Nova York (NYU). Intitulado After It’s All Said, o encontro reúne artistas, escritores, pesquisadores e agentes culturais para discutir possibilidades de “ler a arte como confronto” a partir de temas como raça, estética, colonialidade, território, memória e corpo, aproximando experiências do Brasil e dos Estados Unidos.
Com curadoria de Diane Lima, a 39ª edição do Panorama parte do pensamento da filósofa, artista e escritora Denise Ferreira da Silva para questionar até onde a arte pode avançar na imaginação de outras formas de conhecimento e representação diante das marcas da violência colonial e racial. Em Nova York, essa reflexão ganha novas perspectivas ao colocar em diálogo estudos negros, poética, estética e pensamento crítico contemporâneo. A abertura do simpósio terá participação de Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo, e mediação de Giovanna Querido, gerente de projetos da exposição.
Ao longo do dia, a programação reúne nomes de diferentes campos e trajetórias. Denise Ferreira da Silva, o poeta e acadêmico Fred Moten e o historiador e crítico literário David Lloyd participam de uma conversa sobre raça, colonialidade, estética e as condições do pensamento contemporâneo. Na sequência, Rosana Paulino apresenta uma conferência sobre memória, racialização, gênero e os efeitos persistentes da escravidão no Brasil. O encerramento reúne os artistas Rose Afefé e Iagor Peres, participantes do Panorama, em uma conversa com Diane Lima, com tradução de Mel Adún, dedicada às relações entre território, materialidade e corpo.
“Depois que tudo foi dito” está em cartaz no MAM São Paulo até 24 de janeiro de 2027 e reúne 33 artistas de 11 estados brasileiros. A exposição investiga transformações epistemológicas ocorridas nas últimas décadas, especialmente aquelas relacionadas às demandas por reparação racial e às políticas de ações afirmativas, e observa como essas mudanças também ampliaram os modos de pensar linguagem, estética e produção de conhecimento. Para Diane Lima, a proposta é “ler a arte como confronto”, colocando em evidência práticas artísticas que trabalham com imaginação radical e questionam os limites das formas estabelecidas de representação.
Organizado pelo Co-Laboratório de Estudos Críticos Raciais e Anticoloniais (CRACS), no âmbito do programa More-Than-Perfect: Explorações de T/Sentidos Negros de Futuro, o encontro amplia internacionalmente as discussões propostas pelo Panorama e fortalece o intercâmbio entre instituições, artistas e pesquisadores. A iniciativa é desenvolvida pela NYU em colaboração com a Florida International University (FIU), com participação do Departamento de Línguas e Literaturas Espanhola e Portuguesa da NYU e apoio da Fundação Ford.
Confira aqui as obras que integram o 39º Panorama da Arte Brasileira e mergulhe nos trabalhos que refletem questões de raça, memória, território e colonialidade na arte contemporânea:
Serviço
Simpósio “More Than Perfect: After It’s All Said”
Data: domingo, 11 de outubro de 2026, das 10h às 18h
Local: King Juan Carlos I Center, 53 Washington Square South, Suite 201, Nova York, NY 10012
Entrada: gratuita
Realização: More-Than-Perfect: Explorações de T/Sentidos Negros de Futuro; Co-Laboratório de Estudos Críticos Raciais e Anticoloniais (CRACS); Departamento de Línguas e Literaturas Espanhola e Portuguesa da NYU
Apoio: Fundação Ford





















