Por Isabela Mendes
Entre o Louvre e a Torre Eiffel, Paris volta a ser o centro das atenções culturais com a Art Basel 2025, que consolida a cidade como polo da arte contemporânea mundial. A confirmação veio com a Art Basel Paris 2025, maior feira de arte do planeta, realizada no Grand Palais. Mais que uma exposição, o evento é uma celebração de arte, diálogo e experiências imersivas que reforçam o poder criativo e simbólico da arte no mercado atual. A cidade, que há décadas dita o ritmo da moda e das vanguardas estéticas, recebe uma das edições mais vibrantes da feira, reunindo projetos que cruzam fronteiras entre design, performance e experimentação sensorial.
O Grand Palais abriu as portas em grande estilo. Entre as exposições mais comentadas, a Louis Vuitton mergulha o público em um universo pop com Artycapucines VII – Louis Vuitton × Takashi Murakami, quase vinte anos após a colaboração que redefiniu o imaginário da maison. No centro da instalação, um polvo de oito metros, com tentáculos luminosos e atmosfera lúdica, simboliza o compromisso contínuo da marca com a arte e suas múltiplas linguagens. Murakami reconstrói os limites entre inocência e medo, fantasia e realidade, em uma experiência imersiva que transforma o olhar dos visitantes.
No Palais d’Iéna, a Miu Miu apresenta 30 Blizzards, performance concebida por Helen Marten em colaboração com Fabio Cherstich e Beatrice Dillon. A obra combina esculturas, vídeo e movimento para investigar tempo, identidade e metamorfose. O trabalho reafirma a sensibilidade de Miuccia Prada em unir arte contemporânea e feminilidade em uma expressão ao mesmo tempo experimental e profundamente poética. Já a K-Way marca presença com In Y/Our Life, instalação urbana que mistura arte, design e estética esportiva em uma narrativa curada por Gianluigi Ricuperati. O projeto transforma o Atelier de Richelieu em uma paisagem sensorial, reunindo objetos icônicos, imagens, performances e colaborações internacionais. No coração da exposição, o K-Way Café convida o público a interagir com a cultura parisiense do café e a participar de workshops que celebram os 60 anos da marca em um livro que une memória e experimentação.
Nesta edição, a iniciativa Oh La La!, dirigida pelo jornalista e especialista em moda Loïc Prigent, propõe o tema À la mode, aproximando arte e moda em uma reflexão sobre estilo, política do vestuário e identidade cultural. Com mais de duzentas galerias internacionais, como Fortes D’Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM, Luisa Strina e Galleria Continua, a Art Basel Paris mostra que o futuro da arte não está apenas nas obras, mas nos diálogos que elas provocam. Em tempos de excesso de imagem, Paris reafirma o valor do encontro humano, esse gesto simples que continua sendo a essência da criação.

















