Entre 12 de agosto e 12 de outubro, a histórica Casa do Candango, na 603 Sul, volta a receber a CASACOR Brasília para sua 34ª edição. Em 2026, a mostra reúne 40 ambientes assinados por 52 profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo, em uma temporada que propõe olhar para a casa para além de sua dimensão física.
Sob o tema “Mente e Coração”, a edição convida o público a desacelerar diante de um cotidiano cada vez mais conectado e a redescobrir o lar como espaço de acolhimento, convivência, bem-estar e cura. Em sua segunda passagem pelo icônico endereço, a mostra ocupa os três pavimentos da Casa do Candango e promove um encontro entre nomes consagrados e novos talentos do cenário criativo de Brasília.
A diversidade do elenco se reflete na pluralidade dos 40 ambientes. Entre os profissionais estão Walléria Teixeira, Miguel Gustavo, Hélio Albuquerque, George Zardo, Julia Zardo, Larissa Dias, Natália Dias, Leo Romano, Lucas Nascimento, Natália Luz, Rômulo Carvalho, Ana Luísa Jardim, Ruan Braga, Wilker Alcântara, Edoarda Trombini, Daniel Mendonça, Chrystian Marques Yamahita, Betânia Lima, Macley Oliveira, Matheus Rocha, Bruno Carvalho, Maria Beatriz Carneiro, Eduardo Abdo, Amanda Beatriz, Aline Silva, Bárbara Oliveira Queiroz, Gabriel Domingues de Souza, Rick Hudson, Eliene Lucindo, Alex Claver, Wilker Medeiros, Bruno Pessoa, Luciana Canalli, Palloma Meneghello, Daniele Franco, Lisi Sandri, Renata Dutra, Juliane Almeida, Daiana Pontes, Alessandra Passero, Didacio Duailibe, Carla Monza, Isabella Souza, Alessandra Lima Oliveira, Giovanna Leal, Angela Feitoza, Maria Carolina Feitoza, Fabiana Boner, Orestes Blanco, Rosa Maranini, Luciano Pena e Vinícius Alano.
Mais do que apresentar tendências, os projetos procuram construir atmosferas capazes de despertar sensações. A neuroarquitetura ganha espaço ao lado da biofilia, enquanto materiais naturais, iluminação indireta, texturas, aromas, vegetação, arte, música e peças autorais são incorporados aos ambientes como elementos de conexão emocional.
A memória afetiva também aparece como um dos fios condutores da mostra. Objetos, materiais e referências pessoais ajudam a criar espaços com identidade, reforçando a ideia de que uma casa verdadeiramente contemporânea não precisa ser apenas tecnológica ou visualmente sofisticada, mas deve fazer sentido para quem a habita.
Nesse contexto, a tecnologia não desaparece — ela passa a ocupar um papel mais equilibrado. A proposta da edição é aproximá-la do conforto e do bem-estar, sem permitir que a hiperconectividade determine a experiência do morar.
O resultado é uma CASACOR que celebra diferentes gerações, repertórios e formas de projetar, tendo a Casa do Candango como cenário para uma reflexão sobre o futuro da arquitetura e, sobretudo, sobre aquilo que torna uma casa um lar.
A partir desta quarta-feira, 12 de agosto, o público poderá percorrer os três pavimentos da histórica construção e conhecer os 40 ambientes da edição 2026, em uma experiência que coloca no centro da arquitetura aquilo que existe de mais essencial: as pessoas, suas histórias e suas emoções.
Veja os ambientes fotografado pelo fotógrafo Edgard César:
1 LADO DE FORA – LEO ROMANO
O ambiente Lado de Fora, assinado por Leo Romano, marca a entrada da mostra com uma arquitetura contemporânea. Inspirado na textura dos materiais, o projeto tem os vergalhões metálicos como protagonista, em contraste com uma paleta de vermelho-bordô e cinza claro. O percurso é conduzido por piso vibrante, espelhos com composição exclusiva que criam um efeito de infinito e uma instalação imersiva que transforma a fachada em um ponto de contemplação e interação. Sustentável, o vergalhão de aço carbono utilizado na estrutura é 100% reciclável com produção baseada na economia circular.
2 LIMIAR – TRÊS ARQUITETURA
A Bilheteria Limiar, assinada pelo escritório Três Arquitetura, transforma a entrada da mostra em uma experiência teatral e inusitada. Com 59 m², o projeto aposta em cores vibrantes, contrastes dramáticos e na composição de texturas de materiais como mármore, madeira, couro, carpete e veludo. Tudo para capturar o olhar do visitante e provar que não se trata de um mero ambiente de passagem, mas um espaço autoral e pensado de forma cenográfica. As esculturas, quadros e painel assinado também criam pontos de interesse, não apenas como decoração, mas como elementos integrados à sua concepção.
3 ESPAÇO SÃO GERALDO – TUDO ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO
O ambiente assinado pela Tudo Arquitetura e Construção, de Alessandra Lima Oliveira, transforma a ideia de cuidado em uma experiência de arquitetura. A proposta estabelece um diálogo entre a atuação do escritório na área da saúde e o lançamento dos novos centros clínicos da São Geraldo, traduzindo espaços que promovem bem-estar e conexão. A terra inspira a paleta de tons naturais e a materialidade que reúne palha, barro, cobogó, quartzito terracota e piso terroso. O teto inclinado em chocolate quente e a iluminação cênica criam uma atmosfera envolvente, enquanto obras de Tarciso Viriato, Naura Timm, José Maciel, Galeno e dos Irmãos Campana aproximam arquitetura, arte e memória.
4 O AVESSO DO CHÃO – ESTÚDIO SOLO
O projeto do Estúdio Solo convida o visitante a percorrer um jardim que se revela aos poucos, transformando o caminhar em uma experiência de descoberta. Em 1.280 m², a vegetação assume papel central, alternando copas densas e espécies rasteiras para criar diferentes percepções de acolhimento e amplitude. As espécies vegetais escolhidas tiveram como critérios a adaptabilidade ao bioma local e a baixa demanda hídrica. O destaque é o piso, produzido com telhas de demolição cortadas e entremeadas com adobe, que ressignifica materiais e valoriza a memória, a textura e a impermanência.
5 NOSSO ALPENDRE – LARISSA DIAS E NATÁLIA DIAS
Mais do que um espaço de transição, o alpendre traduz uma forma de habitar que valoriza o encontro, a contemplação e a conexão com a natureza. O espaço de Larissa e Natália Dias propõe uma releitura contemporânea. Em 180,12 m², o projeto integra varanda, estar e espaço gourmet em uma composição fluida, onde arquitetura, paisagismo e design se unem para criar uma experiência de convivência e bem-estar. A materialidade natural, marcada pela madeira, quartzitos, pedra e vidro, compõe uma atmosfera acolhedora, enquanto o muxarabi em cumaru, a lareira integrada, a curadoria de mobiliário da Cássio Veiga Casa, antiguidades e obras de artistas brasileiros reforçam a identidade.
6 LIVING ENTRE TEMPOS – MIDEA – STUDIO WALLÉRIA TEIXEIRA
O ambiente de 80 m² desenvolvido pelo Studio Walléria Teixeira é um living que convida o visitante à permanência, ao bem-estar e à contemplação. O projeto é inspirado na força e na beleza dos elementos naturais, que se materializam por meio do mármore escovado, que reveste o piso, e da madeira nogueira nas paredes. O mobiliário assinado por Jader Almeida dialoga com a proposta ao apresentar materiais naturais, tons terrosos e elementos táteis, que conferem sensorialidade ao ambiente, em uma linguagem moderna e sofisticada. Destaque para o imponente pendente Pan, ponto focal do living, e a mesa de centro Ballet.
7 CASA CAJÚ – HÉLIO ALBUQUERQUE
O ambiente assinado por Hélio Albuquerque é um convite para sair do automático. Em uma área de 92 m², o arquiteto propõe um mergulho em boas memórias por meio de objetos carregados de história. Entre os destaques estão peças garimpadas, como a luminária alemã Sputnik Flush Mount (1960), e um fragmento da fachada de uma construção austríaca de 1850, com uma imagem esmaltada de São Jorge. O contraste de cores também marca o projeto, em que o piso monolítico – 100% ecológico e feito com pó de mármore – na tonalidade goiaba dialoga com o teto em textura verde terno cinza e os painéis amadeirados.
8 CASA DECA – JÚLIA ZARDO E GEORGE ZARDO
Com aproximadamente 190 m², a Casa Deca valoriza a permanência, a integração entre os ambientes e a relação com a natureza. Hall, estar, cozinha, lavabo, varanda e fireplace formam um percurso contínuo, sem rupturas entre interior e exterior. A vegetação integra a composição da casa, enquanto tons terrosos, verde, pedra e madeira reforçam a conexão com o natural. A arte ocupa papel central, com obras de artistas brasileiros e criações exclusivas de Júlia Zardo. O mobiliário, com peças do design brasileiro, completa a atmosfera de uma casa construída por escolhas afetivas ao longo do tempo.
9 LIVING BRETON – RUAN BRAGA E WILKER ALCÂNTARA
Assinado por Ruan Braga e Willker Alcântara, o ambiente une cozinha, jantar e estar para valorizar os encontros e a convivência. Inspirado na memória afetiva das casas brasileiras e na arquitetura modernista de Brasília, o espaço combina texturas terrosas, pedra moledo e madeira para criar uma atmosfera acolhedora e sofisticada. O projeto reúne mobiliário assinado da Breton, com destaque para a premiada mesa ASB 04, vencedora do iF Design Award 2026. Uma instalação com vidro canelado, vegetação e iluminação indireta criam um efeito de janela viva no living.
10 OFFICE CLARO – MIGUEL GUSTAVO
No Office Claro, Miguel Gustavo apresenta um escritório de 165 m² que traduz o futuro do trabalho por meio de tecnologia integrada e quase invisível. Conectividade, inteligência artificial, automação e colaboração digital se unem para criar um ambiente corporativo mais fluido e humano. A proposta combina materiais naturais, como madeira e pedra, com uma cabine de reuniões imersivas e obras de arte. A laje aparente, preservada sem forro de gesso, reforça a estética contemporânea e o compromisso com soluções mais sustentáveis.
11 ESPAÇO LIMIAR – ESTÚDIO TALHA
Em 260 m², o Estúdio Talha explora a relação entre movimento e permanência por meio de uma galeria de arte, com obras com curadoria da Galeria Karla Osorio, em dois níveis, onde rampas, enquadramentos e obras suspensas revelam novas perspectivas a cada passo. A iluminação, integrada à luz natural, potencializa a percepção das obras e reforça a atmosfera imersiva. Concreto aparente, guarda-corpo em madeira, tons Azul Planetário e Atmosfera, além de mobiliário assinado por Jader Almeida, compõem um ambiente sofisticado que une arquitetura e arte.
12 ENTRE-NÓS – STUDIO ESSERE
O projeto do Studio Essere traduz a força do Cerrado em um ambiente de 97,5 m² marcado por materiais naturais, texturas minerais e tons terrosos. O Quartzito Via Appia, pedra brasileira de veios marcantes, se destaca na bancada, assim como nos apoios e expositores. Já a madeira permeia os painéis, a arquibancada do espaço multiuso e a mesa de ateliê. Tendência do Salone del Mobile 2026, o vidro-fusing aparece nas mesas de centro e laterais, reforçando o design sensorial. Obras de arte complementam a atmosfera inspirada na natureza e na ancestralidade. Um espaço de trocas e conexões, com o outro e consigo mesmo.
13 CHALÉ BOTTELES – TERRA E FOGO: A CASA É CURA – DANIEL MENDONÇA
O ambiente de Daniel Mendonça propõe a arquitetura como um convite à desaceleração e ao reencontro com o essencial. Em 78 m², o chalé resgata a atmosfera acolhedora da vida no campo por meio de uma linguagem contemporânea, que traduz a visão do Grupo Botteles de promover experiências que aproximam pessoas, natureza e cultura por meio da arquitetura e da hospitalidade. Pedra natural, aço com acabamento artesanal, madeira, linho, couro e cerâmica artesanal compõem uma ambientação marcada pela iluminação indireta e pela presença simbólica do fogo. Obras de artistas brasileiros e mobiliário autoral completam uma experiência que valoriza o pertencimento, o tempo e as relações humanas.
14 BENESSERE – SPA/ACADEMIA – LISI SANDRI
O ambiente assinado por Lisi Sandri reúne atividade física, relaxamento e autocuidado em um espaço de 74 m². Inspirado nos princípios da biofilia e do design sustentável e tendo como referência spas e academias contemporâneas, o projeto privilegia madeiras certificadas, pedras naturais, fibras vegetais e revestimentos de baixo impacto ambiental, criando uma atmosfera acolhedora e sensorial. A identidade do ambiente é reforçada pela valorização da arte brasileira, com destaque para a obra Máquina de Voar (2026), de José Fonseca, e uma luminária assinada pelo escritório.
15 LOFT ESSÊNCIA – DANIELE FRANCO
O loft propõe uma pausa ao ritmo acelerado da vida contemporânea por meio de uma arquitetura sensorial que transforma o lar em refúgio. Em 103 m², Daniele Franco combina neuroarquitetura, biofilia e design para criar uma atmosfera de acolhimento, onde natureza, memória e bem-estar se encontram. Materiais naturais, revestimentos têxteis, vidros texturizados, metais sofisticados e uma paleta de tons terrosos e neutros reforçam a experiência. Entre os destaques estão a fechadura exclusiva desenvolvida para a mostra e a maçaneta com trava magnética sem roseta, soluções que unem inovação, tecnologia e design autoral.
16 ESPAÇO À MESA – M ROCHA ARQUITETURA
O espaço assinado pelo escritório M Rocha Arquitetura transforma o ato de compartilhar refeições em uma experiência de afeto e convivência. Em 30 m², o ambiente combina concreto aparente, inox escovado, cortinas em tom de verde e mobiliário de design brasileiro para criar uma atmosfera contemporânea e acolhedora. O destaque é a estante em chapa de inox, na qual as porcelanas expostas selam o clima de encontro e pertencimento. O projeto convida o visitante a desacelerar e celebrar as memórias e os momentos construídos ao redor da mesa.
17 ONDE A CASA PULSA – LIVING GOURMET – GIOVANNA LEAL ARQUITETOS
Há casas que acolhem. Outras guardam histórias. Neste ambiente, Giovanna Leal transforma memórias afetivas em arquitetura e celebra o encontro como essência do morar. Com 102 m², living, jantar e gourmet se integram em uma atmosfera onde a passagem do tempo revela camadas de afeto e pertencimento. O louceiro, guardião de lembranças, reúne peças de família que atravessam gerações, enquanto madeira escura, camurça e objetos carregados de significado criam uma elegância silenciosa. A obra de Arthur Grangeia amplia essa narrativa ao dialogar com origem, legado e futuro.
18 SUÍTE ORIGEM – PALLOMA MENEGHELLO ARQUITETOS E ASSOCIADOS
Com 70 m², o ambiente assinado pelo escritório Palloma Meneghello Arquitetos e Associados transforma o quarto em um refúgio dedicado ao descanso, ao autocuidado e ao bem-estar. O projeto valoriza a superfície de descanso, com materiais naturais, iluminação indireta e formas orgânicas que convidam à desaceleração. Entre os destaques estão a cama Origem, de proporções ampliadas e design assinado pelo escritório, desenvolvida exclusivamente para o ambiente, o banho de imersão e contemplação, além de obras da coleção Jardins da Alma, de Leonardo Longati Nunes, e peças de arte assinadas por Carlos Lin e Débora Marques. Um espaço que reforça a importância de cuidar do sono como origem da saúde e do bem-estar.
19 LOFT JADE – ALESSANDRA PASSERO E DIDACIO DUAILIBE
Mais do que um lugar para viver, o Loft Jade propõe uma forma de habitar onde razão e sensibilidade encontram equilíbrio. Em 76 m², a arquitetura revela que a verdadeira sofisticação nasce da autenticidade: dos materiais, do fazer artesanal, do design brasileiro e da beleza sem excessos. Madeira, pedra natural, inox e peças autorais compõem uma atmosfera contemporânea e atemporal, transformando o espaço em um convite à permanência, à contemplação e à presença.
20 CÂMARA – A CASA COMO ESPAÇO DE ESCUTA – ORLA ARQUITETURA
O living de 100 m² foi concebido para receber a imprensa e acolher encontros, entrevistas, conversas e pausas, resgatando o valor da presença em tempos de distração permanente. O nome carrega múltiplos significados. Câmara é interioridade, espaço íntimo do coração. É também o lugar da escuta, da fala e do registro — uma referência sutil ao universo da comunicação. Proposta que ganha forma em uma atmosfera densa e sensorial, construída por tons profundos de bordo, vinho, rosa escuro e outras nuances fechadas, que criam uma ambientação quase cinematográfica. O mobiliário reúne grandes nomes do design brasileiro.
21 DOIS UNIVERSOS, UMA INFÂNCIA – RENATA DUTRA
Desenvolvido por Renata Dutra, da Milkshake arquitetura infantil, o ambiente é um espaço para duas irmãs de 4 e 6 anos. O quarto de 40 m² valoriza a construção de memórias afetivas. O projeto divide o espaço em diferentes áreas, com destaque para o balanço transformado em cantinho de leitura. A palhinha no teto e o franjão contínuo, inspirado na Semana de Design de Milão, trazem movimento e textura. As camas e as penteadeiras foram concebidas para destacar a individualidade. O ambiente conta com móveis, tapetes e enxovais estampas exclusivas da artista Mariana Jabur, com referências tropicais brasileiras em uma estética delicada.
22 LIVING PODCAST – LUCAS NASCIMENTO
Concebido por Lucas Nascimento, o Living Podcast é um convite ao encontro. Em 100 m², a arquitetura dialoga com as outras seis belas artes para criar uma experiência sensorial marcada por texturas, temperaturas e percepções. A pintura e a escultura se revelam nas obras contemporâneas. O teatro e o cinema surgem nas cortinas de veludo e no carpete que permeia todo o ambiente. Música e literatura atuaram no processo criativo da narrativa do espaço. No ambiente, destaque para a bancada de aço escovado, material protagonista da Semana de Design de Milão, e a rara cadeira de acervo privado produzida com casca de ovo.
23 ALMA BRASILEIRA – DAIANA PONTES
Daiana Pontes transforma a sala de estar e jantar em um convite à desaceleração, à convivência e à reconexão. Com 71,55 m², o ambiente aposta em um layout fluido e na valorização do design sensorial para promover bem-estar e acolhimento. Entre os destaques estão revestimentos em base argilosa aplicados no piso, paredes e marcenaria, além do teto vinílico sustentável. O espaço também reúne obras de artesanato exclusivas, luminária em pedras criada para a mostra e mesas em quartzito desenhadas pela própria arquiteta, reforçando o protagonismo do design autoral brasileiro.
24 CONSULTÓRIO CBV PRESTIGE – ANGELA FEITOZA E MARIA CAROLINA FEITOZA
O projeto demonstra que funcionalidade e acolhimento podem caminhar juntos. Em 75 m², Angela Feitoza e Maria Carolina Feitoza criam um ambiente que alia a precisão da arquitetura clínica à sofisticação do design contemporâneo. O projeto combina piso em concreto arquitetônico, divisórias de vidro, marcenaria sob medida e uma paleta de contrastes entre tons claros e escuros, complementada por tapetes persas e objetos atemporais. Equipamentos oftalmológicos de alta tecnologia integram a composição, enquanto o design brasileiro de Anna Guerra, Carlos Araújo e Maurício Bonfim reforçam a atmosfera acolhedora.
25 LAR DAS TRÊS MARIAS – ON ARQUITETURA
O feminino encontra forma na memória, no gesto criativo e na matéria. Inspirado na coleção autoral Três Marias, de luminárias criadas por Luciana Canalli em homenagem à mãe, à avó e à bisavó, o ambiente celebra as mulheres que atravessam gerações e deixam marcas invisíveis, mas permanentes. Em 60 m², a ON Arquitetura reinterpreta o Lar Três Marias em sala no conceito casa-ateliê que representa um refúgio de criação e pertencimento. Pedras naturais, mobiliário, luminárias e um grande painel artístico curvo conduzem uma narrativa dedicada ao fazer artesanal e à potência da criação feminina, com curadoria assinada por mulheres.
26 LIVING CARBON – EDUARDO ABDO
Inspirado na trajetória das avós do arquiteto, Nilza Gomes e Terezinha Tavares, o ambiente transforma memória afetiva em arquitetura. Concebido para um casal jovem, cosmopolita e conectado à arte e ao design, o ambiente de 50 m², assinado por Eduardo Abdo, equilibra contemplação e acolhimento, tendo a arte como eixo estruturador da experiência. Travertino egípcio, madeira pau-ferro, couro La Paz, aço inox, mármore Napoleon Bordeaux e papel de parede italiano compõem uma paleta sofisticada e atemporal, reforçada pela iluminação indireta, que evidencia texturas, materiais e obras. A curadoria reúne pinturas, esculturas e peças do acervo familiar, incluindo trabalhos da homenageada Terezinha Abdo Tavares, cuja trajetória inspira a narrativa do ambiente e reforça a relação entre memória, arte e pertencimento.
27 CONSTRUTOPIA – ESPAÇO BRASAL – STUDIO ARK
O espaço assinado pelo Studio Ark, de Bruno Pessoa, propõe uma releitura acolhedora da arquitetura contemporânea ao combinar materiais de naturezas opostas em um ambiente de 135 m². O carpete amarelo, protagonista do projeto, imprime personalidade e conforto, enquanto o aço inox rompe paradigmas ao revelar uma faceta sofisticada, longe da estética industrial. A madeira equilibra a composição e reforça a atmosfera calorosa. Entre os destaques estão a estante desenhada pelo arquiteto exclusivamente para a mostra e as mesas de cabeceira e lateral de Felipe Zorzeto. Obras de arte contemporânea compõem o ambiente.
28 ENTRE – ALEX CLAVER E WILKER MEDEIROS
O espaço assinado por Alex Claver e Wilker Medeiros, do Studio 2 Arquitetura, convida o visitante a ver onde arquitetura e arte se encontram em equilíbrio. Em 150 m², planos suspensos e uma parede cinética desafiam a gravidade, enquanto o carpete, a textura aplicada nas paredes e teto, o mobiliário e as pedras naturais despertam uma experiência tátil e acolhedora. A jornada culmina no “Altar do Feito à Mão”, núcleo envolto por cortinas de veludo verde que receberá oficinas artísticas em tempo real, celebrando o feito à mão. A curadoria da Galeria Expoarte reúne obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Vik Muniz e Siron Franco, além de peças de design autoral brasiliense.
29 ADEGA – ELIENE LUCINDO
O espaço assinado por Eliene Lucindo transforma a adega em um refúgio para desacelerar e celebrar os encontros. Em 28 m², a atmosfera intimista combina o mármore Calacatta Viola Brasiles, madeiras em tons profundos, couro, metais escovados e iluminação cênica. O grande diferencial é a curadoria emocional dos vinhos, que organiza os rótulos por momentos da vida, e não por uvas ou safras. Esculturas inéditas (Escultura poética) de Sandra Barreiro e o tapete autoral Cores do Planalto, criado pela profissional, completam a experiência sensorial inspirada na cultura do vinho e na identidade do Cerrado.
30 ENTRE, PAUSA – JULIANE ALMEIDA
O ambiente assinado por Juliane Almeida foi concebido como um refúgio em meio ao ritmo acelerado do cotidiano. Inspirado no poder dos aromas de despertar memórias e emoções, o projeto integra iluminação, vegetação, materiais naturais e texturas para criar uma atmosfera acolhedora e contemplativa. As portas e painéis em muxarabi, o jardim interno e a escultura Mole, de Erico Gondim, reforçam a identidade afetiva do espaço. Executado em construção seca e com iluminação em LED, o ambiente traduz a tendência da arquitetura sensorial, promovendo bem-estar e reconexão entre mente e coração.
31 LIVRARIA SENAC – BETÂNIA LIMA E MACLEY OLIVEIRA
A Livraria do Senac, assinada por Betânia Lima e Macley Oliveira, convida o visitante a desacelerar e transformar a leitura em experiência. Em 27,7 m², a arquitetura combina tons de verde, madeira e referências a Brasília para criar um ambiente de acolhimento e contemplação. O cobogó em mármore ressignifica um ícone modernista, enquanto o MDF Instantes da Floresta reforça a conexão com a natureza. O ambiente ainda presta homenagem à artista francesa Geraldine Lenogue, cujas obras estão expostas, ampliando a atmosfera sensível e cultural do espaço.
32 DO TRAÇO AO SABOR – CHOCOLATERIA – ALINE SILVA E AMANDA BEATRIZ
Do Traço ao Sabor transforma o desenho em arquitetura e o cacau em experiência. Em 40 m², o visitante percorre a passagem do 2D para o 3D — do traço ao espaço construído. O lado em preto e branco representa o processo criativo; o outro revela a ideia materializada por formas orgânicas, iluminação cênica e elementos inspirados no chocolate LaBarr. Destacam-se a estante escultural inspirada no cacau, a instalação em fibra de pneu reutilizada, a bancada em quartzito com efeito flutuante e a tinta Delícia de Chocolate.
33 SEBRAE FEITO À MÃO – RICK HUDSON
O projeto de Rick Hudson transforma o artesanato brasileiro em protagonista, traduzindo a riqueza cultural do cerrado para a arquitetura de interiores. Inspirado no maximalismo do carnaval, o espaço de 100 m² reúne loja e residência em uma experiência imersiva. A curadoria privilegia peças de designers e artesãos do Distrito Federal. Entre os destaques estão a priorização do uso de sistemas construtivos industrializados a seco, materiais recicláveis e a nova coleção Nós (Pé Esquerdo, Studio Jader Rodrigues e Instituto Ser Tão Fort), que reúne luminárias, mesas e espelhos em madeiras brasileiras e cordões artesanais.
34 LAVABO CONTRATEMPO – SÃO GERALDO
O lavabo assinado por Natália Luz tem como inspiração o poema O Tempo, de Mário Quintana. Para traduzir o equilíbrio entre razão e emoção, o ambiente combina uma geometria reta e repetitiva, que simboliza a mente, com cubas cilíndricas, que fazem a representação do coração. O projeto valoriza os tons de vermelho, protagonista da composição, aliados à iluminação indireta e ao uso de louças e metais em tons escuros. O porcelanato se destaca como matéria arquitetônica, aplicado também em volumes e elementos escultóricos, reforçando o viés conceitual e a identidade contemporânea do ambiente.
35 REFLEXOS DA ESSÊNCIA ÓTICA – COLOIADO ARQUITETURA E INTERIORES POR CHRYSTIAN M. YAMAHITA
Assinado por Chrystian Marques Yamahita, do escritório Coloiado Arquitetura e Interiores, o ambiente transforma memórias em arquitetura por meio de uma narrativa sensorial. Em 30 m², o espelho no teto amplia a percepção do espaço e conduz o visitante por um jogo de reflexos e múltiplas perspectivas. A composição de madeira, pedra natural escura, revestimentos em terrazzo, materiais cimentícios e superfícies refletivas cria uma atmosfera contemporânea, acolhedora e sofisticada. Entre os elementos de maior significado está um mocassim utilizado pelo arquiteto em seu batizado, incorporado ao projeto como símbolo de identidade, pertencimento e conexão entre memória afetiva e design.
36 ENTRE FLUXOS CAFÉ – BRUNO CARVALHO ARQUITETURA
Bruno Carvalho transforma o café, operado pela Lilie Pâtisserie & Boulangerie, em um lugar de pausa, encontros e recomeços. Em 125 m², o ambiente combina formas orgânicas, percursos fluidos e uma paleta acolhedora para criar uma experiência que vai além da gastronomia. O vermelho bordô domina a composição, da pintura Delícia de Café, ao quartzito Revolution dos balcões, contrastando com pedras naturais reaproveitadas, concreto pigmentado e a vegetação. Mobiliário autoral e esculturas Flutuantes, de Mário Lopomo, completam o espaço, onde arquitetura e afeto caminham no mesmo ritmo.
37 PRAÇA RAIZ – ANA LUÍSA JARDIM
A Praça Raiz, assinada por Ana Luísa Jardim, transforma o Cerrado em cenário de acolhimento e convivência. Inspirado na terra avermelhada, nas raízes profundas e no céu de Brasília, o projeto traduz o encontro entre mente e coração por meio de uma materialidade que valoriza a ancestralidade e o fazer manual. Tons terrosos, pontos de azul e verde, corda náutica, macramê, vasos de barro e um mural exclusivo do artista Daniel Toys compõem a atmosfera sensível do espaço. O pergolado em alumínio com sistema modular organiza as áreas de permanência e cria uma estrutura leve de abrigo, permitindo que a paisagem, a arte e as manualidades sejam protagonistas.
38 VÉRTICE – JETOUR PRIMAVIA EXPERIENCE – FABIANA BONER
A garagem ganha uma nova vida no projeto de Fabiana Boner. Em vez de um espaço apenas funcional, o ambiente se transforma em lugar de encontros, pausas e contemplação. O projeto combina a rusticidade do concreto aparente e da madeira à sofisticação do inox escovado, uma das tendências destacadas no Salone del Mobile de Milão de 2026. O material aparece no bar curvo, combinado ao Quartzito Red Xangô, enquanto formas circulares conduzem o olhar pelo espaço e a vegetação suaviza a composição. Entre os destaques estão a mesa Motor V6, criada especialmente para o projeto, e o veículo, tratado como peça de design.
39 BAR OCELO – ORESTES BLANCO E ROSA MARANINI
Orestes Blanco e Rosa Maranini recriam o clima sofisticado dos speakeasies – bares secretos – da década de 1920 no ambiente desenvolvido em 48 m². Veludos, papéis de parede inspirados em penas de pavão, espelhos e grafismos Art Déco criam uma atmosfera envolvente, reforçada por um imponente lustre espelhado de criação autoral. Também desenhada pelo escritório, a ilha do bar em laca bordô divide protagonismo com o mobiliário exclusivo, enquanto a combinação de texturas, carpetes e iluminação dramática transforma o espaço em uma experiência imersiva, marcada pelo mistério e pela opulência.
40 RESTAURANTE – STUDIO ROQUE ARQUITETURA
O restaurante Aroma de 170 m², do Studio Roque Arquitetura, assinado por Romulo Carvalho, propõe uma experiência que celebra ancestralidade, cultura e narrativas negras. Inspirado na mesa como espaço de encontro, o ambiente reúne arquitetura, arte e gastronomia em uma atmosfera acolhedora. Madeira escura, superfícies texturizadas e inox compõem a paleta de materiais, enquanto vidros tecnológicos em tons amadeirados reforçam o conforto. A curadoria de obras de artistas negros, como Lázaro Roberto e Cipriano, e o mobiliário garimpado do antigo Hotel Nacional, incluindo poltronas de Jorge Zalszupin, valorizam a memória e o pertencimento.






















































































































































































