A febre dos cosméticos coreanos transformou séruns, máscaras, essências e hidratantes em protagonistas das redes sociais. Conhecida como K-beauty, a tendência valoriza hidratação, fortalecimento da barreira cutânea e prevenção do fotoenvelhecimento, com ingredientes como ácido hialurônico, niacinamida, mucina de caracol e centella asiática. Para a dermatologista Dra. Tainah de Almeida, os produtos podem ser aliados interessantes, desde que escolhidos de acordo com as necessidades individuais. “Existem muitas fórmulas coreanas interessantes, especialmente para hidratação e fortalecimento da barreira da pele. Ingredientes como centella asiática, mucina e niacinamida podem ser ótimos aliados.”
O problema começa quando a tendência vira excesso. Inspiradas pelas rotinas de várias etapas que viralizam nas redes, algumas pessoas combinam diferentes produtos e ativos sem orientação, o que pode provocar irritações e comprometer a barreira da pele. “Um dos erros que mais observo é a sobrecarga de ativos. Já recebi pacientes no consultório com a pele irritada justamente por misturarem muitos produtos sem orientação”, alerta a especialista. Fragrâncias, conservantes e determinados extratos também merecem atenção, especialmente entre pessoas com pele sensível.
Outro cuidado está na procedência dos cosméticos. Fabricante, composição, validade e origem devem ser conferidos antes da compra, principalmente diante de produtos comercializados por canais pouco confiáveis ou com preços muito abaixo do habitual. Além disso, uma rotina que funciona em outro país não necessariamente será adequada à realidade de cada brasileiro, já que clima, exposição solar, oleosidade, fototipo e sensibilidade influenciam diretamente na resposta da pele. “É interessante entender o conceito da K-beauty, principalmente a valorização do cuidado diário, mas não precisamos reproduzir uma rotina com muitas etapas para ter uma pele saudável.”
Para quem deseja aderir à tendência, a recomendação é começar de forma simples e personalizada, priorizando as necessidades da própria pele em vez de seguir produtos apenas porque viralizaram. “O mais importante é identificar as necessidades daquela pele e escolher produtos adequados. Nesse processo, o acompanhamento de um dermatologista faz toda a diferença”, orienta Dra. Tainah. A ideia é aproveitar os avanços da K-beauty sem transformar o skincare em uma sequência excessiva de ativos e procedimentos.














