Por Isabela Mendes
O Museu do Louvre, em Paris, fechou temporariamente neste domingo (19/10) após o roubo de oito joias da coroa francesa, descritas pelas autoridades como peças de “valor inestimável”. A ação, que durou apenas alguns minutos, aconteceu logo após a abertura do museu para visitação. Quatro criminosos usaram um elevador mecânico montado em um veículo e ferramentas movidas a bateria para acessar a Galerie d’Apollon, por uma varanda próxima ao Rio Sena. Imagens divulgadas mostram uma escada apoiada no prédio, usada para chegar até o primeiro andar.
Dentro do museu, os ladrões cortaram vidraças com um cortador de disco, ameaçaram guardas e roubaram itens de duas vitrines. Os alarmes foram acionados e a equipe seguiu o protocolo de segurança, evacuando o local e acionando as autoridades. Segundo o Ministério da Cultura, a quadrilha ainda tentou incendiar o veículo usado na entrada, mas foi impedida pela intervenção de um funcionário. As câmeras registraram os ladrões mascarados agindo “calmamente” e destruindo as vitrines que continham as joias, de acordo com a ministra da Cultura, Rachida Dati, que descreveu a ação como “muito profissional”.
O Ministério do Interior francês informou que toda a operação ocorreu muito, muito rápido, em poucos minutos, e que os suspeitos fugiram em duas scooters. As autoridades buscam quatro pessoas e analisam as imagens das câmeras de segurança para traçar a rota de fuga. Uma testemunha relatou “pânico total” durante a evacuação do museu, e imagens feitas após o crime mostram as entradas fechadas com portões de metal.
Entre as joias levadas estão uma tiara e um broche da Imperatriz Eugénie, um colar e brincos de esmeralda da Imperatriz Maria Luísa, além de uma tiara, colar e brinco do conjunto de safiras que pertenceu à Rainha Maria Amélie e à Rainha Hortense, e um broche conhecido como “broche relicário”. Duas peças — incluindo a coroa da Imperatriz Eugénie — foram encontradas próximas ao local e estão sendo analisadas. O Ministério da Cultura classificou os itens como “de valor patrimonial imensurável”, e o Escritório do Procurador Público de Paris abriu investigação por “furto organizado e conspiração criminosa para cometer um crime”.
Fotos: Getty Images

















