A Galeria 2 do Museu Nacional da República recebe, a partir de 23 de abril, a exposição Dípticos: Arte e Curadoria, um projeto que transforma o encontro entre artistas e curadores em eixo central da criação. Em uma proposta inédita no Distrito Federal, a mostra investiga os atravessamentos entre fazer artístico e prática curatorial, propondo ao público uma experiência que vai além da contemplação tradicional e se abre ao pensamento crítico e ao processo.
Com curadoria de Cinara Barbosa e Léo Tavares, a exposição apresenta seis dípticos — conjuntos em que obras visuais e textos curatoriais se constroem em diálogo direto. A provocação que orienta o projeto é clara e instigante: “onde termina a obra de arte e começa a curadoria?”. A partir dessa pergunta, cada dupla desenvolve uma narrativa própria, tensionando fronteiras e criando novas formas de leitura e interpretação.

Idealizado pelo Vilarejo 21, o projeto nasce de uma residência artística que reuniu seis duplas em um processo colaborativo intenso. Compartilhando ateliê, referências e experimentações, os participantes exploraram a escuta, o confronto e a troca como ferramentas criativas. Mais do que apresentar resultados finais, a exposição revela percursos, destacando o díptico como um espaço de encontro onde diferenças coexistem e se transformam.
A experiência se expande com ações educativas e recursos de acessibilidade, como visitas mediadas, tradução em Libras, audiodescrição e uma parede processual que revela bastidores da criação. Como desdobramento, o público também poderá acessar um podcast sobre arte e curadoria, ampliando a reflexão para além do espaço expositivo. Gratuita e aberta ao público, a mostra reafirma o papel da arte contemporânea como campo vivo de investigação e diálogo.















