No Lago Sul, onde arquitetura e paisagismo fazem parte da identidade de Brasília, um novo empreendimento nasce com a proposta de repensar o que significa estar em casa. A Vila Raiô parte de uma ideia simples, mas pouco comum no mercado: uma residência que chega pronta para morar e que foi desenhada para acompanhar o morador ao longo do tempo. À frente do projeto está Denise Zuba, nome com quatro décadas de atuação na arquitetura brasiliense e responsável por algumas das casas mais desejadas da região. Ao lado da filha, Juliana Zuba, a arquiteta transforma sua própria experiência em um projeto pensado para a vida real.
A arquitetura da Vila Raiô foi concebida a partir da ideia de que uma casa não deve impor obstáculos ao cotidiano. Por isso, os espaços têm circulação de 1,40 metro, portas de 90 centímetros, ausência de degraus internos e uma varanda de 14 m² que amplia a relação entre os ambientes e o exterior. O travertino levigado, a marcenaria Ornare, os eletrodomésticos Elettromec, a iluminação e a pintura já fazem parte da entrega. “Foi especial fazer a Vila Raiô. Coincide com meu momento de vida, das minhas amigas, das famílias para as quais projeto há 40 anos”, afirma Denise Zuba. A proposta é justamente eliminar a etapa tradicional de reformas e permitir que o morador chegue e simplesmente viva.
A tecnologia aparece de maneira discreta, sem transformar a casa em um equipamento. A Vila Raiô conta com infraestrutura completa para automação, cabeamento estruturado e pontos estratégicos, mas deixa ao morador a decisão sobre como utilizar esses recursos. Sensores de movimento, reconhecimento facial na entrada e iluminação progressiva noturna convivem com soluções mais tradicionais, enquanto a marcenaria Ornare foi pensada para se adaptar às mudanças da vida sem exigir novas obras. “Tecnologia não é sobre ter tudo ligado. É sobre poder escolher”, resume Juliana Zuba.
O conceito de bem-estar também está incorporado à própria arquitetura. Brises inteligentes controlam a entrada de luz natural, a ventilação cruzada favorece a circulação de ar e as esquadrias termoacústicas contribuem para o conforto. Os jardins inspirados no trabalho de Burle Marx estabelecem uma relação permanente com o Cerrado, transformando as janelas em parte da experiência cotidiana. Nas áreas externas, o piso Fulget oferece maior segurança mesmo quando molhado, enquanto a piscina aquecida, com tratamento por ozônio e acesso integral, amplia as possibilidades de lazer para diferentes idades.
Outro diferencial está na consultoria de geroarquitetura, assinada por Flavia Ranieri, arquiteta especializada em longevidade e coautora do conceito LaaS, Longevity as a Service, no Brasil. A proposta parte de um princípio: projetar para o futuro sem fazer a casa parecer adaptada. Barras de apoio integradas, alturas ergonômicas, iluminação que guia o percurso durante a noite, pisos antiderrapantes e soluções pensadas para reduzir esforço físico são incorporados ao desenho desde o início. Na cozinha, por exemplo, forno na altura dos olhos, controles frontais no cooktop e eletrodomésticos posicionados de forma ergonômica tornam o uso mais confortável. “Nosso papel é fazer do morador o protagonista, do jeito que ele quer viver”, explica Flavia.
Mais do que um empreendimento imobiliário, a Vila Raiô propõe uma arquitetura que envelhece junto com seus moradores sem perder contemporaneidade. A combinação entre materiais escolhidos para ganhar personalidade com o tempo, mobiliário adaptável, tecnologia opcional, paisagismo, acessibilidade e conforto cria uma experiência em que os recursos mais importantes são justamente aqueles que quase não aparecem. No Lago Sul, Denise e Juliana Zuba transformam décadas de conhecimento em uma casa pensada não apenas para o presente, mas para todas as versões de quem vai habitá-la.


















