Liniker é a protagonista da edição de junho/julho da Vogue Brasil e aproveita a primeira capa solo na publicação para revisitar uma trajetória que transformou a música brasileira na última década. Em entrevista a artista relembra o impacto do EP Cru (2015), o início da carreira com os Caramelows e a construção de uma identidade artística marcada pela autenticidade, potência e liberdade criativa.
Ao longo da conversa, Liniker compartilha memórias dos primeiros anos de carreira, quando optou por seguir um caminho independente mesmo diante do interesse de grandes gravadoras. “Eu ainda com os Caramelows, muito numa tentativa de ser dona do meu negócio, do meu autoral, da minha música. Até hoje sou independente”, afirma. A artista também relembra a mudança de Araraquara para Santo André, decisão que considera determinante para sua formação pessoal e artística.
A entrevista também aborda os desafios de ocupar espaços inéditos na indústria musical. Primeira artista trans a conquistar um Grammy Latino, Liniker fala sobre os impactos da representatividade e da exposição. “Tenho sofrido muito hate nos últimos anos. As pessoas não conseguem me humanizar, entender que sou tímida, que tenho meus dias ruins”, diz. Ao mesmo tempo, destaca a importância de reconhecer que sua trajetória faz parte de um movimento coletivo de artistas que ampliaram a representatividade na cultura brasileira.
Em um ensaio que reúne criações de importantes nomes da moda nacional, Liniker encerra a conversa refletindo sobre o presente e o futuro. Ao definir quem é hoje, resume sua fase em poucas palavras: “Sem medo de ser grande.” A declaração sintetiza um momento de maturidade artística, marcado pela confiança, pela independência e pela consolidação de uma das vozes mais influentes da música contemporânea brasileira.
Confira os principais destaques da edição:


















