A paixão por um clássico da coquetelaria deu origem a um negócio brasiliense com ambições nacionais. Criada pelo empresário Raoni Karan, a RedStone nasceu de encontros entre amigos e da vontade de levar o Negroni a diferentes ocasiões de consumo, preservando a essência da receita italiana e explorando novas combinações. A iniciativa ganhou espaço no mercado de bebidas prontas para consumo, conhecido como Ready to Drink, e hoje reúne cinco interpretações do coquetel.
A ideia surgiu em um período de rotina intensa, quando Raoni passou a valorizar mais os momentos de convivência e a apreciar um bom drink. Como admirador do Negroni, costumava escolher a bebida nos encontros com amigos. Com o aumento dos gastos, o grupo decidiu preparar a própria receita para compartilhar em ocasiões particulares. O resultado agradou tanto que os pedidos começaram a chegar também de conhecidos e por indicação. “Tudo começou em uma fase de muito estresse, quando passei a reservar mais momentos para sair, colocar a conversa em dia e apreciar um bom drink. Como sempre fui fã de Negroni, essa era minha escolha habitual. Com o tempo, percebemos que as contas estavam pesando e surgiu a ideia de preparar nossa própria bebida para compartilhar em encontros particulares. A receita fez tanto sucesso entre as pessoas próximas que logo começaram a surgir pedidos de conhecidos e até de quem chegava por indicação. Foi então que percebi que aquela experiência, que nasceu de forma despretensiosa, poderia ir além dos encontros e se transformar em um negócio”, conta o fundador.

Com mais de 22 anos de experiência em tecnologia, desenvolvimento de sistemas e arquitetura de software, Raoni passou a estudar o setor e identificou oportunidades para estruturar a empresa. A expansão do mercado de bebidas prontas para consumo e a popularidade internacional do Negroni, eleito em 2026 pelo quinto ano consecutivo o drink mais vendido do mundo, segundo levantamento da Drinks International, reforçaram a decisão. A marca foi lançada em junho de 2015, durante o Festival da Cachaça de Brasília. Mesmo inspirada em uma receita italiana, a RedStone incorporou referências locais à sua identidade: o nome, o vermelho predominante e a linguagem visual remetem ao Negroni, ao pôr do sol do Cerrado e à cor da terra da região. O resultado é uma proposta que aproxima a tradição da coquetelaria internacional da personalidade do Centro-Oeste.
O portfólio reúne cinco versões: Traditional Negroni, com gin, bitter e vermouth vermelho; Boulevardier Negroni, preparado com bourbon; Brazilian Negroni, que incorpora a cachaça; White Negroni, com bitter e vermute brancos; e Coffee Negroni, que acrescenta café à composição. Cada receita passou por testes e ajustes de ingredientes e proporções até alcançar o equilíbrio desejado. A produção é realizada na região da Fercal, em um alambique de Brasília, com características artesanais, enquanto a empresa trabalha na padronização dos processos para ampliar sua capacidade produtiva. Para os próximos cinco anos, a meta é consolidar a presença nacional e tornar a marca uma referência na categoria. “Nosso objetivo é construir uma marca forte, reconhecida pela qualidade, pela consistência das receitas e pela identidade brasileira. Queremos que, ao chegar a um bar, o consumidor peça um RedStone, e não apenas um Negroni. Esse é o reconhecimento que buscamos conquistar no mercado”, afirma Raoni.














